Bolsa Fed e Trump abrandam ganhos de Wall Street

Fed e Trump abrandam ganhos de Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno positivo, mas a recuarem face aos máximos da sessão devido ao facto de as minutas da Fed mostrarem que os responsáveis do banco central dos EUA continuam preocupados com os níveis consistentemente baixos da inflação.
Fed e Trump abrandam ganhos de Wall Street
Carla Pedro 16 de agosto de 2017 às 21:10

O Dow Jones fechou a jornada desta quinta-feira a ganhar 0,12% para 22.024,87 pontos e o Standard & Poor’s 500 valorizou 0,14% para 2.468,11 pontos.

 

Também o índice tecnológico Nasdaq Composite acompanhou as subidas, tendo somado 0,19% para se estabelecer nos 6.345,10 pontos.

 

Nas minutas da Fed sobre a reunião de 26 de Julho, hoje divulgadas, a Reserva Federal mostra-se receosa de que a inflação dos EUA permaneça em níveis persistentemente baixos, o que fez com que os investidores ficassem mais cautelosos.

 

Além disso, foi também revelado que os membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) discutiram, na última reunião de política monetária, a opção de a Reserva Federal anunciar naquela altura a data de início do programa de redução do balanço. Mas a maior parte dos responsáveis preferiu esperar por Setembro para anunciar o "timing" do fim gradual do reinvestimento dos títulos adquiridos ao abrigo dos antigos programas de activos e que vão atingindo a maturidade.

 

Houve ainda diferenças de opinião sobre o ritmo adequado para a subida dos juros, de acordo com as minutas.

 

Também as notícias provenientes da Administração Trump continuam a fazer com que os investidores prefiram optar pela prudência. Desta vez, com a forte debandada dos seus consultores para o domínio corporativo, o presidente dos EUA anunciou o fim de dois conselhos de consultoria empresarial.

 

Esta "deserção" intensificou a especulação de que Trump poderá deparar-se com maiores dificuldades em accionar a sua prometida agenda, já que lhe está a faltar o apoio de muitos líderes empresariais de topo.

 

Os mercados continuam também atentos aos desenvolvimentos das relações entre os EUA e a Coreia do Norte, tendo por agora sido dissipados os maiores receios em torno de uma guerra nuclear entre ambos os países.

 




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