Mercados Férias custam mais de dois mil milhões aos depósitos

Férias custam mais de dois mil milhões aos depósitos

No espaço de um mês, o saldo dos depósitos encolheu em 2.200 milhões de euros. Trata-se da maior queda de sempre.
Férias custam mais de dois mil milhões aos depósitos
José Miguel Rodrigues/Correio da Manhã
Raquel Godinho 27 de setembro de 2017 às 22:00
Agosto é o mês de férias por excelência dos portugueses. E, por isso, é também um mês marcado por um maior consumo. Uma realidade que pode ajudar a explicar a queda significativa verificada no saldo dos depósitos. O montante aplicado nestes produtos atingiu os 141.311 milhões de euros, em Agosto, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE), esta quarta-feira. Trata-se de uma queda superior a dois mil milhões de euros face ao mês anterior, a maior desde que há registo.

O montante aplicado nos tradicionais depósitos encolheu em 1,5%, em Agosto. Trata-se de uma diminuição de 2.204 milhões de euros, a maior desde que o BCE começou a publicar estes dados, em 2003. Agosto é tipicamente um mês de queda nos montantes aplicados em depósitos. No ano passado, a quebra foi de 2.114 milhões de euros, enquanto em 2015 os depósitos encolheram em 957 milhões de euros.

A queda mais expressiva foi registada nos depósitos à ordem. O saldo destes produtos ascendia a 46.241 milhões de euros, em Agosto, menos 1.694 milhões de euros do que um mês antes. Apesar desta queda, um terço do dinheiro aplicado em depósitos continua a ser deixado à ordem, perante a cada vez menor remuneração oferecida pelos bancos nas aplicações a prazo.

Segundo os dados do BCE, a remuneração média das novas aplicações ascendeu a 0,27%, em Julho. Uma taxa de juro que compara com os 0,32% registados um mês antes. Trata-se mesmo da remuneração mais baixa desde que estes dados começaram a ser conhecidos, em 2000.

Por prazo de aplicação, o montante investido em depósitos com mais de dois anos ascendia a 28.489 milhões de euros, em Agosto. São menos 799 milhões de euros do que no mês anterior. Desde Fevereiro de 2016 que o saldo destas aplicações está em queda.
Pelo contrário, nos depósitos até dois anos estavam aplicados 66.232 milhões de euros, mais 280 milhões de euros do que em Julho. Estas aplicações contrariaram, assim, a tendência de queda verificada nos outros depósitos.



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mais votado Perderam os Portugueses Qualidades ? Há 3 semanas

Portuguese já foram como prudentes formigas que poupavam para enfrentarem emergências, para educarem os filhos e lhes deixar um patrimônio, para concretizarem no futuro sonhos de toda uma vida.Hoje os Portugueses são como alegres cigarras vivendo o presente sem acautelarem o futuro.A sua taxa de poupança já foi das mais elevadas do mundo mas é hoje das mais baixas, o que a noticia supra sobre a redução dos depósitos não deixa de indiciar. Terão então os Portugueses de agora perdido qualidades face aos que os antecederam ? Não cremos e, pelo contrário, pensamos que os Portugueses de agora, sendo aparentemente menos poupados, continuam a não serem “parvos” como os Lusos nunca foram ! Na verdade, para quê poupar se os bancos só parecem lembrar-se dos seus clientes, não para fazerem um esforço de imaginação (como os congêneres estrangeiros) para lhes oferecer produtos de investimento com melhores expectativas de rendibilidade, mas sim para os castigarem com mais e maiores comissões ?

comentários mais recentes
Já não Há Mentira que Pegue Há 3 semanas

Não se vê Razão para votar em outro Partido nas eleições, que não PS, vê-se Todas as Razões para Votar no PS, 1º porque ninguém quer voltar a Trás, aos Saques do PSD e CDS, 2º Acabar com a dependência do BE, já que o PSD se Auto Excluio das Soluções para Portugal, agarrados que estavam ao TACHO.

Perderam os Portugueses Qualidades ? Há 3 semanas

Portuguese já foram como prudentes formigas que poupavam para enfrentarem emergências, para educarem os filhos e lhes deixar um patrimônio, para concretizarem no futuro sonhos de toda uma vida.Hoje os Portugueses são como alegres cigarras vivendo o presente sem acautelarem o futuro.A sua taxa de poupança já foi das mais elevadas do mundo mas é hoje das mais baixas, o que a noticia supra sobre a redução dos depósitos não deixa de indiciar. Terão então os Portugueses de agora perdido qualidades face aos que os antecederam ? Não cremos e, pelo contrário, pensamos que os Portugueses de agora, sendo aparentemente menos poupados, continuam a não serem “parvos” como os Lusos nunca foram ! Na verdade, para quê poupar se os bancos só parecem lembrar-se dos seus clientes, não para fazerem um esforço de imaginação (como os congêneres estrangeiros) para lhes oferecer produtos de investimento com melhores expectativas de rendibilidade, mas sim para os castigarem com mais e maiores comissões ?

Anónimo Há 3 semanas

O ARTGO FOCA A RAZAO PELA QUAL O MONEY SAI DOS BANCOS -A BAIXA RENTABILIDADE NOS MESMOS- E A PRESPETIVa DE MAIOR SAIDA PARA APLICACAO NOUTROS INVESTIMENTOS E MAIOR CONSUMO.O PESSOAL TRBALHA N E UM INVESTIDOR DE PRODUTOS BANCARIOS Q SO TEM DADO RAIA. FORA DO PAIS OS INVESTIMENTOS SAO MAIS AT



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