Bolsa Fidelidade transfere 49% da Luz Saúde para a Fosun

Fidelidade transfere 49% da Luz Saúde para a Fosun

O grupo chinês Fosun International Limited comprou 49% das acções da Luz Saúde à Fidelidade, seguradora que também é detida pelo grupo chinês.
Fidelidade transfere 49% da Luz Saúde para a Fosun
Pedro Elias/Negócios
Bruno Simões 26 de outubro de 2017 às 17:35

A seguradora Fidelidade vai deixar de controlar 98% da Luz Saúde, apesar de continuar ser a detentora da maioria das acções. Os chineses da Fosun International Limited, que controlam 85% da Fidelidade, decidiram adquirir 49% do capital do grupo de saúde liderado por Isabel Vaz (na foto), de acordo com um comunicado enviado à CMVM. A liderança da Luz Saúde não sofre qualquer mudança.

 

A sociedade sediada em Hong Kong adquiriu 46.815.704 acções que eram detidas pela Fidelidade, com um valor nominal de 1 euro. O valor do negócio não foi revelado. Assumindo o preço da OPA de 2014, ascende a 234,5 milhões de euros. A Fidelidade, que detinha até aqui 98,788% da Luz Saúde (ex-Espírito Santo Saúde), passa, com esta operação, a deter 49,788%, o que equivale a 47.568.659 acções. Os restantes 49%, e respectivos direitos de voto, ficam nas mãos da Fosun. O capital remanescente, 1,212%, está disperso em bolsa por pequenos accionistas.

 

A operação de "redução da participação qualificada directa da Fidelidade" surge "no quadro de um processo de reorganização intra-grupo", que "mantém o modelo de governance vigente", enquanto vê serem "transmitidas para a Fosun International parte das acções representativas do capital social da Luz Saúde de que a Fidelidade é titular directa", lê-se no referido comunicado.

 

A Luz Saúde registou lucros de 8,7 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, uma ligeira redução face aos 10 milhões obtidos em igual período do ano passado.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar