Mercados Filipe Garcia: "Distribuição dos produtos do Estado tem sido agressiva"
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Filipe Garcia: "Distribuição dos produtos do Estado tem sido agressiva"

O economista da IMF aponta as razões que justificam as subscrições elevadas de produtos de financiamento do Estado. E refere que, do ponto de vista do Estado, a estratégia faz sentido.
Rui Barroso 19 de abril de 2017 às 00:01

Filipe Garcia, economista da IMF, explica as razões que têm levado os portugueses a apostar na dívida do Estado.

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mais votado Anónimo 19.04.2017

O excedentário é pago com impostos e dívida pública com origem em credores externos. O sobrepagamento efectuado ao excedentário ainda lhe dá para aforrar e adquirir títulos de dívida junto do Estado. Depois o Estado cobra mais impostos e emite mais dívida junto de credores externos e títulos de tesouro para os excedentários, cada vez em maior número face às necessidades e cada vez mais sobrepagos por via de progressões e outros bónus, comprarem. De seguida vem eleição e o excedentário vota em quem promove o excedentarismo e endivida e taxa o resto da população para sustentar esta forma de pilhagem e extorsão continuada. De seguida entram os bancos cá do burgo. Concedem créditos de todos os tipos, formas e feitios aos excedentários e exigem ao governo mais excedentários para terem mais clientes a quem conceder mais crédito. Os juros sobem. Nova ronda de aumentos a pedido dos sindicatos dos excedentários e a pedido dos bancos. Bancarrota. Troika. Governo impopular por um mandato. Repete.

comentários mais recentes
Anónimo 19.04.2017

Mais de um terço de toda a dívida pública dos governos em redor do mundo é actualmente emitida com taxas de juro negativas. Portugal não está incluído nesse grupo de avançadas economias e sociedades sustentáveis e mais desenvolvidas onde os mercados laborais, de matérias-primas, de capitais e de bens e serviços são saudavelmente cada vez mais fortes, modernos e dinâmicos. Nessas jurisdições os mercados são cada vez mais mercados e não feudos e conluios anacrónicos e ineficientes que geram iniquidade e insustentabilidade como em Portugal e na Grécia, ou numa outra escala, como na Venezuela e na Coreia do Norte.

Anónimo 19.04.2017

A 10 anos o juro é ainda uma enormidade se comparado com os juros negativos da dívida japonesa, alemã e suíça. Os governos da Suécia, Holanda e França estão a ser pagos para pedir emprestado na maioria dos prazos! Até Espanha e Itália pedem emprestado e são pagos por isso nos prazos mais curtos de até 2-3 anos! Nem no prazo mais curto a dívida que a República Portuguesa emite tem um juro negativo. Não o tem em prazo algum. Espanha, França e Itália, como termo de comparação, têm. Portugal porque não flexibiliza, moderniza e dinamiza os mercados de factores produtivos, está a ser sugado e parasitado por credores sanguessuga e abutres, grupo ao qual muitas famílias portuguesas se juntaram tal é o incentivo e a disponibilidade.

Juca 19.04.2017

Em princípio é preferível pagar a nacionais que cobrarão juros atrativos, sem dúvida em comparação a juros sobre depósitos, do que aos escroques do mundo da finança. Por outro lado, quem faz o preço é a entidade interessada.

Anónimo 19.04.2017

O excedentário é pago com impostos e dívida pública com origem em credores externos. O sobrepagamento efectuado ao excedentário ainda lhe dá para aforrar e adquirir títulos de dívida junto do Estado. Depois o Estado cobra mais impostos e emite mais dívida junto de credores externos e títulos de tesouro para os excedentários, cada vez em maior número face às necessidades e cada vez mais sobrepagos por via de progressões e outros bónus, comprarem. De seguida vem eleição e o excedentário vota em quem promove o excedentarismo e endivida e taxa o resto da população para sustentar esta forma de pilhagem e extorsão continuada. De seguida entram os bancos cá do burgo. Concedem créditos de todos os tipos, formas e feitios aos excedentários e exigem ao governo mais excedentários para terem mais clientes a quem conceder mais crédito. Os juros sobem. Nova ronda de aumentos a pedido dos sindicatos dos excedentários e a pedido dos bancos. Bancarrota. Troika. Governo impopular por um mandato. Repete.

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