Obrigações Fitch dá o número mais baixo de “ratings” máximos desde 2003

Fitch dá o número mais baixo de “ratings” máximos desde 2003

Conseguir classificação máxima junto da Fitch é uma tarefa mais difícil. Já houve 16 países a obter o desejado AAA. Actualmente são apenas 11 soberanos.
Fitch dá o número mais baixo de “ratings” máximos desde 2003
Rui Barroso 09 de fevereiro de 2017 às 13:26

Os anos de crise fizeram mossa nos "ratings" soberanos. E países que até eram vistos como fortalezas, no que diz respeito às contas públicas, acabaram por ver a sua notação reduzida. Actualmente a Fitch apenas avalia em AAA, a classificação máxima, 11 países. Entre 2004 e Abril de 2009, havia 16 nações com notação máxima. E desde 2011 que a agência não sobe nenhum país para AAA, sendo que ao longo da história apenas 18 países já conseguiram ter classificação máxima.

"Após um longo período de estabilidade após a descida do Japão em 1998, os últimos anos confirmar que os soberanos com AAA podem sofrer corte, e de forma mais frequente e em vários níveis", referem os analistas da agência numa nota. E contextualiza os números: "A Fitch avalia actualmente 11 soberanos em AAA, o número mais baixo desde 2003 e menos de 10% dos soberanos a que atribui "rating", a proporção mais baixa de sempre no portfolio de soberanos".

O 11 ideal da Fitch, as descidas da divisão e os que podem ser promovidos

Apesar de ter 11 países em AAA, a Fitch refere que o seu modelo aponta para apenas sete soberanos: Austrália, Alemanha, Luxemburgo, Países baixos, Noruega, Suíça e EUA. No entanto, a agência ressalva que esse modelo permite ajustamento para as perspectivas e políticas macroeconómicas, de finanças públicas e externas. Assim, Singapura, Canadá, Dinamarca e Suécia levaram uma espécie de bónus de um nível, o que lhes permite também obter notação máxima.

Ao longo da história, houve sete países que não conseguiram manter o estatuto de AAA. O Japão foi o primeiro a perdê-lo, em 1998. Mas o patamar para se conseguir manter a classificação máxima tornou-se bem mais difícil de atingir a partir de 2009. Desde essa data "houve outras seis descidas de AAA: Áustria, Finlândia, França, Irlanda, Espanha e Reino Unido". Alguns destes países estão classificados bem abaixo de AAA, casos de Espanha e da Irlanda, com classificações de BBB+ (a sete níveis do "rating" máximo) e de A (a cinco níveis da nota máxima).

Já os países que estão mais perto de entrar no cada vez mais restrito grupo de campeões do "rating" são a Áustria, a Finlândia e Hong Kong. Têm todos classificação de AA+, estando apenas a uma subida de conseguirem o AAA. No entanto, a Fitch realça que têm perspectivas estáveis, o que indicia que dificilmente terão revisões em alta nos próximos 12 a 24 meses. 




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