Bolsa Forte subida dos CTT e máximos do BCP não travam perdas da bolsa

Forte subida dos CTT e máximos do BCP não travam perdas da bolsa

A bolsa nacional fechou em terreno negativo pela primeira vez em quatro sessões, tendo sido penalizada pela das acções da EDP e EDPR.
Forte subida dos CTT e máximos do BCP não travam perdas da bolsa
Pedro Catarino/CM
Nuno Carregueiro 20 de dezembro de 2017 às 16:51

O PSI-20 desvalorizou 0,45% para 5.406,64 pontos, com nove cotadas em alta e outras tantas em quedas. Na Europa as bolsas cederam terreno pela segunda sessão, com os investidores a aproveitarem para realizar mais-valias face aos ganhos recentes motivados pela reforma fiscal nos Estados Unidos, que deverá ter hoje a aprovação final no Congresso norte-americano.  

 

Em Lisboa as acções dos CTT estiveram em destaque, fechando com uma subida de 4,61% para 3,655 euros. Os títulos chegaram a subir mais de 10%, com os investidores a reagirem de forma favorável ao plano de reestruturação que a empresa liderada por Francisco Lacerda apresentou ontem e prevê o corte de 800 postos de trabalho em três anos e a redução de 25% na remuneração da administração.

 

Face à forte queda das acções desde que emitiu o "profit warning" no final de Outubro, o BPI elevou a recomendação das acções de "underperform" para "comprar". O preço-alvo ficou em 4,70 euros. No comentário a este plano, os analistas do CaixaBI dizem que "trata-se de um amplo plano de iniciativas de corte de custos combinadas com a venda de activos não estratégicos", assinalando que "o mercado iria apreciar mais medidas de incremento de receitas do que iniciativas que privilegiem o corte de custos".

 

A Pharol também esteve em destaque, embora tenha perdido terreno ao longo da sessão. As acções fecharam o dia a ganhar 2,2% para 0,279 euros (chegaram a subir 7,69%), em reacção à aprovação do plano de recuperação judicial da Oi por parte dos credores. A empresa liderada por Palha da Silva tinha adiantado estar contra o plano, que prevê um aumento de capital de 4 mil milhões de euros que o CEO da Oi pretende estar fechado no espaço de um ano.

 

A pressionar o índice português esteve o sector energético, com destaque para a EDP, que desceu 1,64% para 2,877 euros no dia em que o Público noticiou que os accionistas da empresa pretendem manter António Mexia no cargo de CEO. A EDP Renováveis caiu 1,2% para 6,75 euros.

 

A Galp Energia caiu 0,58% para 15,52 euros depois do CaixaBI ter subido o preço-alvo para as acções da petrolífera de 13,80 para 14,60 euros, estendendo o horizonte temporal da análise para 2018. A recomendação baixou de "neutral" para "reduzir".

 

A Mota-Engil cede 0,32% depois de ter anunciado novos contratos, no valor de 176 milhões de euros, na Polónia, Irlanda e Reino Unido.

 

O BCP somou 0,26% para 0,2702 euros e ao longo da sessão fixou máximos de Agosto de 2016. O banco liderado por Nuno Amado é um dos que mais beneficiam com a descida dos juros da dívida pública portuguesa, que alargaram hoje a diferença face às "yields" das obrigações italianas para máximos de 2009.   

 
A maior queda entre as cotadas do PSI-20 foi protagonizada pela Corticeira Amorim (-3% para 10,84 euros).




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