Obrigações Fundo soberano da Noruega quer mudanças nas regras de investimento em obrigações

Fundo soberano da Noruega quer mudanças nas regras de investimento em obrigações

O Norges Bank quer afastar-se dos investimentos em dívida das empresas e da aposta em títulos de dívida pública denominada em moedas que não o dólar, o euro e a libra.
Fundo soberano da Noruega quer mudanças nas regras de investimento em obrigações
Bloomberg
Negócios 04 de setembro de 2017 às 13:13

O fundo soberano da Noruega, gerido pelo banco central do país, quer mudar as regras que orientam os seus investimentos em obrigações, abandonando a aposta em títulos de empresas e dívida pública denominada noutras moedas que não em dólares, euros ou libras.

 

Segundo o Financial Times, as propostas de alteração foram apresentadas por carta ao ministério das Finanças da Noruega, que tem a palavra final no que respeita à alocação de activos.  

 

O fundo recomenda que sejam incluídos no seu índice de referência e considerados para investimento apenas os títulos de dívida pública em dólares, euros ou libras, sendo que as obrigações não devem ter um prazo superior a 10 anos.

 

Esta alteração excluiria um grande conjunto de activos de renda fixa, como todas as obrigações de empresas, títulos denominados em ienes e moedas de mercados emergentes, e com maturidades mais longas.

 

O Financial Times esclarece que a proposta não proíbe o fundo de continuar a deter investimentos desse tipo, mas prevê que, ao longo do tempo, a carteira passe a estar mais alinhada com o seu "benchmark", um movimento que deverá ser seguido por outros grandes investidores, já que este fundo é um dos maiores do mundo, com uma carteira de títulos de cerca de 320 mil milhões de dólares, dos quais 80 mil milhões em dívida de empresas (dados de 30 de Junho).

 

Esta proposta do fundo soberano surge depois da decisão da Noruega de aumentar a percentagem de acções na carteira de referência de 60% para 70%.

 

"A longo prazo, os ganhos decorrentes de uma ampla diversificação internacional são consideráveis para as acções, mas moderados para as obrigações. Para um investidor com 70% dos seus investimentos numa carteira de acções diversificada internacionalmente, não há grande redução do risco na diversificação dos seus investimentos em títulos numa grande quantidade de moedas ", escreveu o fundo na carta enviada ao ministério.

 

Segundo os dados publicados no site do Norges Bank, o fundo tem investidos em Portugal cerca de 3,5 mil milhões de coroas em activos de renda fixa (cerca de 380 milhões de euros) dos quais 317 milhões de euros em dívida pública. O restante valor está investido em dívida da Caixa Geral de Depósitos, CP, Infraestruturas de Portugal e Parpública.

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