Bolsa Gabriela Figueiredo Dias: "Corporate governance é fundamental para o relançamento do mercado de capitais"

Gabriela Figueiredo Dias: "Corporate governance é fundamental para o relançamento do mercado de capitais"

O mercado de capitais é "decisivo para o desenvolvimento da economia" e, por isso, é necessário  "relançar o mercado" de capitais", defende a presidente da CMVM. Um objectivo em que a "flexibilidade e proporcionalidade em 'corporate governace' tem um papel fundamental ", sustenta Gabriela Figueiredo Dias.
Gabriela Figueiredo Dias: "Corporate governance é fundamental para o relançamento do mercado de capitais"
Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago 20 de junho de 2017 às 11:52

"A existência de flexibilidade e proporcionalidade nas regras e práticas de 'corporate governance' é fundamental para o relançamento do mercado" de capitais, defendeu a presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, numa conferência organizada pelo supervisor do mercado de capitais.

 

Para Gabriela Figueiredo Dias, o relançamento do mercado é "decisivo para o desenvolvimento da própria economia". Mas é necessário que haja um mercado "dinâmico, profundo e transparente". Daí que seja indispensável o "corporate governance ", aplicado com flexibilidade e proporcionalidade, como as recomendações e a legislação portuguesa sempre promoveram, defendeu.

 

A líder da CMVM constatou que o mercado precisa de ser redinamizado já que tem havido "um afastamento das empresas" da bolsa, visível na quase inexistência de ofertas iniciais de venda tanto em Portugal como na Europa.

 

A crise do mercado é também consequência da "alteração das estruturas e dos modelos de negócio das empresas, que cada vez mais requerem capital humano que se tem tornado tão importante como o capital financeiro", avisou Gabriela Figueiredo Dias. Além disso, tem-se verificado a "entrada no capital das empresas de investidores institucionais com filosofias muito diferentes das tradicionais", designadamente por levarem a "um menor envolvimento dos accionistas".




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comentários mais recentes
Anónimo 20.06.2017

Investigue a EDP para não cometer os erros do passado com o BES. Explique lá como foi que o BES emprestou 43 milhões à Aquapura e depois perdeu esses 43 milhões porque Aquapura faliu. BES era accionista de referencia da EDP. Quem era um dos principais investidores da Aquapura? Mexia.

Mais ação, menos palavras 20.06.2017

A CMVM podia era exercer o seu papel de policia do mercado de capitais e ajudar os aforradores que foram enganados pelos bancos que lhes venderam produtos de risco desajustados ao perfil

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