Research Galp admite aumentar dividendo se não encontrar investimentos que cumpram critérios

Galp admite aumentar dividendo se não encontrar investimentos que cumpram critérios

Num encontro com investidores, a petrolífera considerou mudanças no cenários de base de um dividendo de 50 cêntimos por acção, se não encontrar investimentos que vão ao encontro dos seus critérios.
Galp admite aumentar dividendo se não encontrar investimentos que cumpram critérios
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Rita Faria 09 de outubro de 2017 às 10:16

A Galp Energia admite aumentar o dividendo que será pago aos accionistas nos próximos anos, se não encontrar activos que cumpram os seus critérios de investimento. A informação é avançada esta segunda-feira, 9 de Outubro, pelo Haitong, depois de um encontro da petrolífera portuguesa com investidores em Madrid.

Numa nota de análise, o banco de investimento refere que, de 2019 a 2021, a Galp espera uma forte geração de ‘free cash flow’, suportada principalmente pelo aumento da produção no Brasil. Perante este cenário, os clientes quiseram saber quais os planos da empresa para redistribuir este excedente e se poderá haver mudanças no cenário de base de um dividendo de 50 cêntimos por acção.  

"A empresa reiterou que quer alocar mais capital no ‘upstream’ [exploração e produção] e uma eventual mudança no seu dividendo seria considerada se não encontrar activos que vão ao encontro dos critérios de investimento", continuam os analistas.

Recorde-se que, em Fevereiro deste ano, a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva assumiu um dividendo de 50 cêntimos por acção para o período de 2016 a 2021, que seria ajustado tendo em conta a geração de 'cash flow' e as oportunidades de novos investimentos.

O Haitong informa que a Galp favorecerá a Bacia do Atlântico e especificamente o Brasil, onde já tem infraestruturas e já desenvolveu conhecimentos. "A Galp também irá favorecer activos com um ‘breakeven’ baixo que possam resistir à volatilidade dos preços do petróleo sem interrupções de produção", acrescentam.

Segundo a nota de research, a Galp disse ainda que a procura por produtos petrolíferos cresceu de forma constante nos últimos dois anos devido à recuperação económica e que, apesar de tudo o que se diz sobre os veículos eléctricos e a necessidade de reduzir as emissões de carbono, não se espera que a procura seja impactada nos próximos anos, já que os mercados emergentes ainda estão a crescer a bom ritmo.

No geral, o Haitong considera que não "houve grandes surpresas" neste encontro, tendo decidido, por isso, manter a recomendação "neutral" para as acções e o preço-alvo de 13,50 euros.

Tendo em conta a cotação actual (os títulos ganham 0,43% para 15,065 euros), a avaliação traduz um potencial de queda de 11,5%. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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