Bolsa Galp e BCP levam bolsa de Lisboa a ganhos ligeiros

Galp e BCP levam bolsa de Lisboa a ganhos ligeiros

A negociação segue positiva na praça portuguesa, com os papéis do retalho e a maioria dos títulos da energia do lado das apreciações, A Galp avança num dia em que o petróleo regista novos máximos de dois anos e meio.
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Paulo Zacarias Gomes 12 de dezembro de 2017 às 08:13
A sessão desta terça-feira começou com ganhos tímidos para a praça portuguesa, a acompanhar as principais pares do Velho Continente, onde as negociações são influenciadas pelas subidas recentes no preço do petróleo e à espera da decisão da Reserva Federal norte-americana sobre um eventual aumento de juros.

O PSI-20 abriu o dia a valorizar pela segunda sessão, a subir 0,07% para 5.366,68 pontos, com sete títulos em alta, sete em recuo e quatro inalterados, sendo os ganhos sustentados por avanços da Galp, BCP e sector retalhista.

A Galp ganha 0,29% para 15,72 euros numa altura em que os preços petróleo estão acima dos 65 dólares em Londres e em máximos de Junho de 2015, pressionados por constrangimentos na oferta, com o fecho de um oleoduto relevante no Mar do Norte.

O Banco Comercial Português soma 0,23% para 0,2591 euros mas é a Sonae quem lidera as valorizações, ao subir 0,65% para 1,08 euros, ao passo que a Jerónimo Martins avança 0,18% para 16,26 euros. 

Já os CTT - um dia depois de os trabalhadores da empresa postal anunciarem uma greve para a véspera de Natal e a dias de o Parlamento debater o estado actual da concessão - seguem a descer 0,35% para 3,407 euros.

São contudo as quedas da EDP (de 0,14% para 2,943 euros) e da Nos (de 0,11 % para 5,571 euros) que limitam maiores ganhos, enquanto a Corticeira Amorim e a Ibersol têm recuos superiores a 1%.

A sessão positiva na Europa segue-se a uma baixa nas bolsas chinesas - pressionadas pelo recuo dos títulos do sector financeiro e das empresas de transportes – e a uma jornada positiva para os índices de Wall Street, muito próximos de máximos históricos, à espera do resultado da reunião da Fed.

O encontro de dois dias da Reserva Federal, que começa hoje, deverá ditar o terceiro aumento das taxas directoras em 2017, tal como tinha sido previsto por Janet Yellen, líder da Fed, no início do ano.

Os investidores aguardam ainda ao longo desta terça-feira por dados da inflação no Reino Unido e pela divulgação das expectativas dos empresários na Alemanha para o mês de Dezembro.

(notícia actualizada às 8:15 com mais informação)



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