Research Galp em máximos de cinco anos após subida do preço-alvo pelo Citi e Deutsche Bank

Galp em máximos de cinco anos após subida do preço-alvo pelo Citi e Deutsche Bank

A petrolífera nacional negociou em alta pelo terceiro dia seguido, tendo chegado a subir mais de 3% para máximos de Novembro de 2011 na sessão desta quarta-feira. A Galp beneficiou do optimismo que se seguiu à subida do preço-alvo e revisão em alta da recomendação feita pelo Citi e pelo Deutsche Bank.
Galp em máximos de cinco anos após subida do preço-alvo pelo Citi e Deutsche Bank
Sara Matos
David Santiago 07 de Dezembro de 2016 às 19:10

A Galp Energia fechou a sessão bolsista desta quarta-feira, 7 de Dezembro, a valorizar 2,75% para 13,845 euros, num dia em que chegou a ganhar 3,23% para os 13,91 euros, valor que representa um máximo de Novembro de 2011.

 

Foi a terceira sessão consecutiva em que a cotada liderada por Carlos Gomes da Silva acumulou valor, depois de ter somado mais de 1% e mais de 2% nas sessões de segunda-feira e terça-feira, respectivamente.

 

A contribuir para o optimismo em torno dos títulos da petrolífera nacional estiveram as notas de "research" reveladas pelo Citi (5 de Dezembro) e pelo Deutsche Bank (6 de Dezembro). Ambas as instituições financeiras aumentaram o preço-alvo atribuído à Galp Energia e reviram em alta a recomendação sobre os títulos da petrolífera.

 

O banco norte-americano aumentou o preço-alvo da cotada de 13 euros para 15 euros, enquanto o banco germânico o elevou de 11 euros para 15,50 euros. Tendo em conta o valor de fecho de 13,845 euros na sessão de hoje, estas análises conferem potenciais de valorização de 8,34% (Citi) e de 11,95% (Deutsche Bank).

 

As duas instituições financeiras também decidiram aumentar as respectivas recomendações, o Citi de "neutral" para "comprar" e o Deutsche Bank de "manter" para "comprar".

 

Para os analistas do Citi a decisão tomada na semana passada pela organização dos países exportadores de petróleo (OPEP), de cortar em 1,2 milhões de barris por dia a produção petrolífera já a partir de Janeiro, contribuiu para "trazer solidez para aquilo que era uma frágil recuperação do [sector] petrolífero".

 

Também o Deutsche Bank refere que o aumento dos preços do petróleo induzido pelo acordo alcançado pela OPEP na reunião de Viena deverá levar a uma "importante melhoria no ‘cash flow’" das empresas deste sector.

 

Em relação à Galp propriamente dita, o Citi salienta que o aumento do preço-alvo e recomendação sobre a petrolífera nacional se fica a dever em especial à "substancial" redução dos riscos relacionados com a trajectória de crescimento das operações da cotada no mercado brasileiro.

 

Na mesma linha, o Deutsche Bank destaca que os riscos da operação da Galp no Brasil serão "materialmente reduzidos" em 2017, ano em que os investimentos no mercado brasileiro começarão a dar frutos de forma mais visível.

 

A negociação bolsista da Galp Energia na sessão desta quarta-feira foi de grande liquidez para os títulos da empresa liderada por Gomes da Silva. Ao longo do dia trocaram de mãos quase 2,75 milhões de acções da Galp, valor que compara com a média diária nos últimos seis meses que é pouco superior a 1,5 milhões.

 

Desde o início do ano a Galp já valorizou 29,15% em bolsa, para uma capitalização bolsista que se situa actualmente nos 11,481 milhões de euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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