Bolsa Galp em máximos de mais de seis anos depois de aumento da produção de petróleo

Galp em máximos de mais de seis anos depois de aumento da produção de petróleo

A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva está esta manhã a negociar no valor mais elevado desde 2011. A cotada foi alvo de uma revisão em alto do preço-alvo atribuído pela Bernstein. Antes disso, a empresa comunicou ao mercado que a produção petrolífera foi positiva no terceiro trimestre.
Galp em máximos de mais de seis anos depois de aumento da produção de petróleo
Galp

A Galp Energia está a negociar em máximos de mais de seis anos, depois de ontem ter anunciado aos investidores que, no terceiro trimestre, a produção petrolífera foi positiva. E depois do banco de investimento Bernstein ter revisto em alta o preço-alvo da cotada.

A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva sobe 0,29% para 15,535 euros, o que corresponde ao valor mais alto desde o fim de Julho de 2011. Por esta altura já trocaram de mãos mais de 218 mil títulos, um valor abaixo da média diária dos últimos seis meses, que é de 1,2 milhões de acções.

A valorização registada pela empresa desde o início do ano é de 9,41%. A Galp tem uma capitalização bolsista acima dos 12,8 mil milhões de euros e é a empresa do PSI-20 com a maior capitalização. A EDP surge em segundo lugar no "ranking" da capitalização bolsista no índice, estando cerca de dois mil milhões de euros abaixo da Galp.

A empresa lidera por Carlos Gomes da Silva informou esta segunda-feira o mercado que a empresa produziu mais petróleo nos meses de Verão deste ano. A sustentar esteve a operação no Brasil, já que a de Angola continua a penalizar. Nas outras áreas, a refinação e distribuição teve um comportamento positivo, ao contrário do ramo de gás natural e energia, em que as vendas recuaram, segundo comunicou a empresa no seu "trading update", os resultados preliminares que servem de barómetro para as contas trimestrais.

Olhando para a área de exploração e produção, o indicador de produção "working interest" –  a produção bruta de matéria-prima, sobretudo petróleo, que inclui todos os custos decorrentes das operações, como os impostos – verificou um aumento de 5,2% no terceiro trimestre, face ao trimestre anterior, fixando-se nos 94,6 mil barris por dia produzidos.

Já no que diz respeito à produção média "net entitlement" – que, neste caso, refere-se à produção, mas depois de pagos todos os custos associados –, o aumento foi de 4,9% para 92,4 mil barris de petróleo ou produto equivalente por dia.

Revisão em alta do preço-alvo

Numa nota de análise que o Negócios teve acesso, o banco de investimento Bernstein subiu o preço-alvo da Galp Energia para 17,50 euros. "Estamos a elevar o nosso preço-alvo para a Galp para 17,50 euros", refere a nota. O banco de investimento "actualizou as avaliações para os activos no Brasil, Angola e Moçambique".

Os analistas consideram que o volume no Brasil continua a registar um crescimento rápido e que "as expectativas para as margens de refinação no curto prazo continuam fortes, para 2018 aumentamos as nossas estimativas EPS/CFPS em 22%/5% o que nos deixa 16%/3% acima do consenso" de mercado.




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