Bolsa Ganhos da EDP e da Mota-Engil travam perdas do PSI-20

Ganhos da EDP e da Mota-Engil travam perdas do PSI-20

A praça portuguesa mantém-se em terreno de quedas, mas entre as mais ligeiras no Velho Continente, onde as cotadas da energia reflectem a queda do preço do petróleo.
Ganhos da EDP e da Mota-Engil travam perdas do PSI-20
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 17 de Outubro de 2016 às 11:09
A bolsa portuguesa mantém o perfil negativo do início de sessão, pressionada pelo desempenho dos títulos da Galp, Jerónimo Martins e EDP Renováveis e apesar das valorizações da EDP e da Mota-Engil. 

O PSI-20 recua 0,32% para 4.607,87 pontos, com oito títulos em queda, oito com ganhos e dois inalterados. Lisboa está entre as perdas mais moderadas no velho continente, onde os recuos do sector energético marcam o tom dos mercados accionistas, perante a queda dos preços do petróleo tanto em Nova Iorque como em Londres. Neste último caso, o preço do barril de Brent, usado como referência para as compras de Portugal, cai 0,13% para 51,88 dólares.

Na praça portuguesa o maior reflexo a esta queda é sentido do lado da Galp, cujos papéis cedem 0,96% para 12,355 euros, na primeira sessão depois de anunciada a renúncia de Américo Amorim, o maior accionista da companhia, ao cargo de chairman por razões pessoais.

Também a Jerónimo Martins influencia as transacções, ao recuar 0,71% para 16,105 euros, no dia em que o Haitong estima que sejam as retalhistas as mais afectadas negativamente pela proposta de Orçamento do Estado apresentada na sexta-feira, devido ao avanço do imposto sobre os refrigerantes e pelo aumento dos impostos sobre o património. Os títulos da Sonae seguem, contudo, em alta de 0,44% para 0,687 euros.

Ainda a pressionar o índice estão os papéis da Nos, depois de o BPI ter reduzido o preço-alvo da acção para os 6,4 euros devido à maior pressão dos custos com os conteúdos desportivos. Os títulos da empresa liderada por Miguel Almeida recuam 1,17% para 5,821 euros.

Incapazes de travar os recuos em Lisboa estão as fortes valorizações de dois títulos: a Mota-Engil e a Corticeira Amorim. Esta última negoceia em máximos históricos, enquanto a empresa de que Gonçalo Moura Martins é CEO avança depois de na semana passada a companhia ter revelado o seu plano estratégico que quer, até 2020, alcançar uma facturação de 4 mil milhões de euros.

Igualmente do lado das valorizações está a EDP, que aprecia 0,72% para 2,943 euros, na sequência da proposta apresentada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) de aumentar a factura da electricidade em 1,2% no ano que vem.

Nos ganhos está também o sector financeiro, com o BPI a ganhar menos de 0,1% para 1,128 euros e o BCP a somar 0,65% para 0,0155 euros. Esta manhã a Bloomberg noticiou que o regulador financeiro polaco quer reduzir os encargos dos bancos (entre os quais se encontra o Millennium Bank (detido em 50,1% pelo BCP) na resolução dos problemas dos clientes com créditos à habitação indexados aos créditos suíços.



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mais votado Anónimo Há 3 semanas


PS . BE . PCP - são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

ctt só pode estar mais falido que o bcp. é a unica explicação razoável para o afundanço.

Anónimo Há 3 semanas

cancro dos ctt a destacar-se pela negativa como não podia deixar de ser. Se não passa os 6 o mais provável é voltar a cair. Champalimaud já nem compra desde meados de setembro. deve estar mais que arrependido de ter trocado a ren por isto.

Anónimo Há 3 semanas

UPGRADE COFINA: beneficia da conjuntura fiscal,tem 12,5 M€ de dívidas fiscais,totalmente provisionadas, e com garantia de ações Cofina Media, e terá redução no perdão fiscal.Hoje soube-se q após 2017 quando houver decisão favorável às empresas em Tribunal 1ª instância, as garantias são levantadas.

Anónimo Há 3 semanas

Amigos tenho sonhado c isso para ver se há uma maneira de fazer retorno desse dinheio aqui fslado da cca fp cpp phu, ta, xupas sangue e ouyros...para projetos de risco com amigos meus, esquemas empresariais e sei lá, onde podiamos entre amigos castar essa "massa".

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