Mercados Governo acelera reembolsos ao FMI

Governo acelera reembolsos ao FMI

Mário Centeno adiantou que Portugal vai realizar um novo pagamento antecipado ao FMI, no valor de três mil milhões de euros.
Governo acelera reembolsos ao FMI
Bruno Simão/Negócios
Patrícia Abreu 08 de novembro de 2017 às 16:41
Portugal deverá realizar um novo pagamento antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) "muito em breve". A garantia foi deixado pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, em comentários aos jornalistas em Bruxelas citados pela Bloomberg, onde adiantou que o país deverá reembolsar mais três mil milhões de euros do empréstimo. O Executivo irá, assim, pagar mais mil milhões de euros do que o previsto.

No Orçamento do Estado para 2018, o governo já antecipava novos reembolsos ao FMI, mas o ritmo de pagamentos deverá ser maior do que inicialmente estipulado. O Executivo previa que os reembolsos antecipados totalizassem 8,37 mil milhões de euros este ano, um valor que excedia em mais de três mil milhões de euros o valor pago até 10 de Outubro. Até essa data tinham sido feitos reembolsos antecipados de 5,3 mil milhões de euros. No entanto, no mês passado, o Executivo fez mais um pagamento antecipado de 1.000 milhões de euros.

Com o reembolso adicional de três mil milhões de euros anunciado por Centeno, o governo vai exceder em mil milhões de euros o montante que previa pagar antecipadamente ao Fundo em 2017. Aquando do reembolso de Outubro, o comunicado do ministério das Finanças adiantava que "o plano de amortizações antecipadas do FMI continuará a ser implementado em 2018 fazendo já parte do programa de financiamento da República".

E, acrescentava, que o "reembolso antecipado ao FMI contribui decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão dos pagamentos mais equilibrada e o aumento da maturidade média".



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mais votado Legru Há 1 semana

Evidentemente que, aproveitando o bom momento das taxas de juro em vigor, ir ao mercado financiar~se a 2% e, com esse dinheiro amortizar dívida que custa 5% é o que qualquer gestor faría. Dar a notícia como se isso fosse uma redução da dívida é criar uma imagem falsa. O Importante é o real valor da dívida que continua a ser recorde e deveria ser prioridade de qualquer governo reduzí-la porque, os custos de manutenção dessa dívida, a não existirem, dariam para financiar as despesas de saúde ou de educação, por exemplo.

comentários mais recentes
JCG Há 1 semana

Notícias de caca com títulos de merda*. O governo não tem excedentes de caixa para fazer amortizações antecipadas de dívida; simplesmente contrai novos empréstimos, em princípio a taxas mais baixas, para amortizar empréstimos antigos. Isto é importante porque reduz a factura anual em juros, mas convém não ser comunicado de forma geradora de confusão e de ilusão. É por isso que depois aparece meio mundo e mais o BE e o PCP a querem comer mais do orçamento sob a alegação de que há folga e almofada e mais não sei o quê.

Caro JCG Há 1 semana

Caro JCG, este anónimo polui todos os artigos, com referências recorrentes ao excedentarismo e Gestão de Recursos Humanos, muitas das vezes completamente off topic!

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O JN nada faz...

Anónimo Há 1 semana

Alguém que compara assim abertamente um PIB de 1960 com o dos dias de hoje percebe muito de política e pouco de História e de Economia... Além disso tem dificuldade em perceber também de Democracia. Mas isso já é mais normal em 1960... não existia em Portugal...

JCG Há 1 semana

Há aqui um tal "anónimo" que parece ter engolido uma cassete com uma lenga-lenga que despeja por aqui em tudo o que é sítio. E o "anónimo" parece estar organizado em manada pois a sua lenga-lenga é logo carregada com dezenas de apoiantes. Ou então o dito cujo sabe algum truque para enganar aqui o contador de apoiantes.

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