Bolsa Graças a Trump, principais índices dos EUA renovam máximos

Graças a Trump, principais índices dos EUA renovam máximos

As principais bolsas norte-americanas renovaram máximos históricos depois da comemoração do dia de Acção de Graças. Num dia de pouca liquidez em Wall Street, foi ainda a expectativa positiva em relação ao plano económico de Donald Trump que estimulou os mercados.
Graças a Trump, principais índices dos EUA renovam máximos
Reuters
David Santiago 25 de Novembro de 2016 às 18:23

O dia seguinte à comemoração da Acção de Graças nos Estados Unidos foi histórico. Os três principais índices bolsistas atingiram novos máximos de sempre numa sessão mais curta do que o habitual (fechou três horas antes da hora normal) e que ficou marcada pela reduzida liquidez resultante de um volume baixo de transacções accionistas.

 

O industrial Dow Jones encerrou a sessão desta sexta-feira, 25 de Novembro, a ganhar 0,35% para 19.150,15 pontos, tendo estabelecido um novo valor recorde ao negociar nos 19.151,59 pontos . Na quarta-feira este índice já tinha fechado acima dos 19.080 pontos pela primeira vez. Esta sexta-feira foi a quarta sessão seguida em que o Dow Jones renovou máximos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite acabou o dia a somar 0,34% para 5.398,922 pontos, valor que representa um máximo histórico. E o Standard & Poor’s 500 fechou a última sessão desta semana a avançar 0,39% para 2.213,33 pontos, o que também configura um novo recorde para o S&P 500.

 

A contribuir para o optimismo dos investidores está ainda a expectativa de que o plano económico do presidente norte-americano eleito, Donald Trump, servirá para estimular a maior economia mundial.

 

Além da aposta no aumento da despesa pública para a construção e recuperação de infra-estruturas, a perspectiva de que a administração Trump irá determinar uma acentuada descida de impostos, designadamente para as empresas, e de que desencadeará uma maior desregulação dos mercados e do sector financeiro também continua a animar os investidores norte-americanos.

"Existe um grande optimismo sobre as possibilidades de a reforma fiscal [de Trump] levar a crescimento" económico, afirmou Humberto Garcia, responsável pela gestão de activos da Leumi Investment Services, citado pela agência Bloomberg.

Por outro lado foi uma vez mais a crescente probabilidade de a Reserva Federal elevar os juros já em Dezembro que marcou a sessão. As minutas da Fed divulgadas na quarta-feira confirmaram que o 
Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) observa sinais de retoma económica nos Estados Unidos que permitem absorver um aumento dos custos do dinheiro em Dezembro, o que a verificar-se será o segundo no período de um ano.


Nesta altura os investidores colocam em 100% as probabilidades de a Fed decretar um aumento dos juros em Dezembro, valor que compara com a probabilidade de 68% que se verificava no início do mês, ainda antes das eleições presidenciais. 

O sector que mais contribuiu para a prestação de Wall Street foi o das operadoras de telecomunicações. A T-Mobile ganhou 0,46% para 54,59 dólares, a AT&T somou 1,24% para 39,21 dólares, a Verizon cresceu 0,88% para 50,67 dólares e a Comcast apreciou 0,29% para 69,16 dólares.


(Notícia actualizada às 18:29)




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Em tao pouco tempo este homem passa de demonio a santo,sim porque o demonio odeia ouvir "GRACAS".Foi chocante ouvir os fora da America a chamarem burros aos americanos.Se cada pais contribuir com a sua parte e nao viver a gola(olha ca dentro)estou certo que nao vamos precisar de dar palpites errados

jorge cunha Há 1 semana

Os nosssos comentadorzinhos politico-económicos - que anteviram uma derrota estrondosa de Trump e ainda não remoeram o fracasso das suas geniais previsões - estão desesperados. Mas não vão demitir-se. A CÔDEA fala mais alto!

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