Obrigações Grécia avança com emissão de dívida a sete anos

Grécia avança com emissão de dívida a sete anos

A Grécia já tinha anunciado que “num futuro próximo” avançaria com uma emissão de dívida a sete anos. Está lançada. A Bloomberg aponta para juros de 3,75%.
Grécia avança com emissão de dívida a sete anos
Reuters
Sara Antunes 08 de fevereiro de 2018 às 10:12

A Grécia está no mercado a emitir dívida a sete anos, segundo a imprensa internacional. A Bloomberg adianta que a taxa de juro deverá rondar os 3,75%. O montante que Atenas está a tentar captar do mercado não é conhecido. 

 

O Financial Times recorda que no arranque da semana, Atenas terá adiado esta emissão devido às condições que imperavam no mercado e que não eram atractivas para esta operação.

 

Recorde-se que o início da semana foi de fortes quedas nos mercados bolsistas e de subidas nos juros, pelo que um regresso ao mercado de dívida por parte da Grécia não seria muito benéfico neste contexto.


A Grécia mandatou o Barclays, o BNP Paribas, o Citigroup, o JPMorgan e a Nomura para realizarem esta operação.

 

A última vez que Atenas foi ao mercado financiar-se a longo prazo foi em Julho, altura em que emitiu dívida a cinco anos, tendo pago uma taxa de juro de 4,6%. Na altura, a Grécia emitiu três mil milhões de euros.


Depois disso, em Novembro, o instituto que gere a dívida grega realizou uma oferta de troca de obrigações no valor de 29,7 mil milhões de euros, uma medida sem precedentes que a Bloomberg dizia ser para facilitar a emissão de novos títulos e dar mais liquidez ao mercado.

A Grécia tem o objectivo de constituir uma almofada de cerca de 20 mil milhões de euros até ao final do programa de resgate, que termina em Agosto.

Além desta emissão a sete anos, Atenas tem planos para realizar emissões a três e a 10 anos nos próximos meses, com o objectivo de cimentar o regresso ao mercado. A Grécia está afastada do mercado regular praticamente desde 2010, ano em que pediu ajuda financeira. A situação agravou-se quando, em 2012, foi obrigada a reestruturar a dívida, alterando maturidades.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 08.02.2018

Em Portugal, os do PS, à revelia da UE, OCDE e FMI, querem destruir o que resta da flexibilidade do mercado laboral português por completo. O mundo fúncio-sindicalista está exaltante. Contudo, o crescimento num dos países mais pobres e insustentáveis da UE já é o quinto pior quando deveria ser pelo menos o quinto melhor.

comentários mais recentes
JCG 08.02.2018

O principal problema, de longe, da competitividade da economia portuguesa é o do trabalho e do esforço serem mal dirigidos e isso depende como é óbvio de quem dirige. De alto a baixo. Trabalho mal dirigido, dirigido por mentecaptos, por mais duro e intenso que seja, é pouco eficiente e produtivo.

JCG 08.02.2018

Bom, não sei se o verdadeiro problema da economia grega já está atamancado: o elevado desequilíbrio económico externo; consumir mais do que a economia produz. E um tipo/ país que insiste em comer mais batatas do que as que produz sem ter outra coisa para a troca tem um grave problema: não tem futuro

Ciifrão 08.02.2018

Os gregos devem andar a comer pela mão e não bufam, não se tem ouvido grandes queixas. Com a esquerda no poder acabam-se as paródias na rua.

Anónimo 08.02.2018

Em Portugal, os do PS, à revelia da UE, OCDE e FMI, querem destruir o que resta da flexibilidade do mercado laboral português por completo. O mundo fúncio-sindicalista está exaltante. Contudo, o crescimento num dos países mais pobres e insustentáveis da UE já é o quinto pior quando deveria ser pelo menos o quinto melhor.

pub