Obrigações Grécia regressa ao mercado para emitir obrigações a cinco anos

Grécia regressa ao mercado para emitir obrigações a cinco anos

Atenas mandatou um sindicato bancário para colocar obrigações a cinco anos. É a primeira operação de financiamento de médio e longo prazo em três anos.
Grécia regressa ao mercado para emitir obrigações a cinco anos
REUTERS
Rui Barroso 24 de julho de 2017 às 12:31

A Grécia aproveitou a queda recente das taxas de juro para regressar ao mercado. Atenas tem em curso uma emissão de obrigações do tesouro a cinco anos, tendo contratado um sindicato bancário para esse efeito, segundo a Bloomberg. É a primeira emissão de médio e longo prazo desde 2014 e serve como um teste para o país começar a obter fontes de financiamento que lhe permitam sair do programa de assistência financeira, que termina em Agosto do próximo ano.

A operação já estava a ser antecipada pelos mercados nas últimas semanas dada a descida das taxas de juro associadas à dívida helénica após o acordo com os parceiros europeus para desembolsar a última tranche do programa de assistência financeira. Além disso, a Comissão Europeia recomendou a saída da Grécia do Procedimento dos Défices Excessivos e isso reflectiu-se em análises menos negativas por parte das agências de "rating".

No entanto, o executivo helénico preferiu aguardar pela luz verde do FMI em relação ao princípio de acordo sobre o programa de assistência. A entidade liderada por Christine Lagarde aprovou um empréstimo de 1.600 milhões de euros, condicionado a medidas de alívio da dívida, na passada quinta-feira, 20 de Julho.

Um dia depois dessa decisão, a S&P melhorou a perspectiva para o "rating" de B- para a Grécia. "Acreditamos que a recuperação do crescimento económico, a par das reformas orçamentais que foram legisladas e de medidas adicionais de alívio de dívida, deverão permitir à Grécia reduzir o rácio da dívida sobre o PIB e os custos com o serviço de dívida", referiu a agência.

Antes disso, em Junho, também a Moody’s tinha subido a perspectiva apesar de permanecer com um "rating" de Caa2, bem abaixo de grau de investimento. Além do acordo com os pares europeus, a agência destacava a melhoria do desempenho orçamental e sinais mais positivos da economia.

No mercado, os investidores já se preparavam para esta emissão. Na semana passada, por exemplo, os analistas do RBC Capital Markets e da UBS previam que Atenas avançasse em breve para uma operação a cinco anos. "O valor da ‘yield’ no mercado secundário aparenta ser o certo", referia o RBC Capital Markets. A taxa a dez anos é actualmente mais baixa que em 2014, aquando da última emissão.

Actualmente, a taxa grega a dez anos negoceia em mercado secundário em 5,274%.Em 2014, quando a Grécia emitiu em Abril a cinco anos, era de 5,941%. No final de 2016 a taxa estava acima dos proibitivos 7%.

A montar a operação de regresso aos mercados da Grécia está um sindicato bancário de que fazem parte, segundo a Bloomberg, o BNP Paribas, o Bank of America, o Citi, o Deutsche Bank, o Goldman Sachs e o HSBC. A operação poderá ficar fechada esta terça-feira. E, a par da emissão de novos títulos, a Grécia irá também fazer um leilão de recompra de obrigações que vencem em 2019, uma forma de começar a gerir as necessidades de financiamento dos próximos anos. 


(Notícia actualizada às 12:59 com mais informação)




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As esganiçadas o que dizem? Há 3 semanas

BNP Paribas, o Bank of America, o Citi, o Deutsche Bank, o Goldman Sachs e o HSBC. São estes os parceiros do Governo da Grécia do Syriza. A realidade é fod@. Não fosse a realidade, até poderiamos encontrar um governo comunista na história que tivesse trazido felicidade ao seu povo. Mas não há...

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