Bolsa Grupo EDP e Jerónimo Martins deixam Lisboa à margem do efeito Trump

Grupo EDP e Jerónimo Martins deixam Lisboa à margem do efeito Trump

O PSI-20 inverteu para terreno negativo numa altura em que os índices europeus marcam ganhos em torno de 1%. Na Europa o sector financeiro está em destaque pela positiva.
Grupo EDP e Jerónimo Martins deixam Lisboa à margem do efeito Trump
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 10 de Novembro de 2016 às 12:24

A bolsa nacional segue em terreno negativo, pressionado pela queda das acções da EDP, EDP Renováveis e Jerónimo Martins, que mantêm a bolsa portuguesa à margem da tendência altista que se continua a registar nas principais praças europeias devido à vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos.

 

O PSI-20 desvaloriza 0,33% para 4.480,42 pontos, com 13 cotadas em alta e apenas quatro em terreno negativo. A maioria dos índices accionistas europeus marca ganhos em torno de 1%, continuando a beneficiar com o efeito Trump, numa altura em que os investidores dão relevo ao plano de investimento público do próximo Presidente dos Estados Unidos para impulsionar a economia.

 

Já ontem o índice português tinha contrariado o movimento de alta dos mercados accionistas, sendo que a tendência negativa desta quinta-feira se deve apenas ao comportamento de três cotadas, que têm bastante peso no índice.

 

É o caso da EDP Renováveis, que desvaloriza 3,86% para 5,851 euros, com os investidores a temerem o desinvestimento da administração de Trump nas energias renováveis, uma das marcas da presidência de Obama. O mercado norte-americano representa cerca de metade da actividade da EDPR, que ontem já tinha sofrido uma queda de mais de 6%.

 

Arrastada pela filial, a EDP desvaloriza 2,11% para 2,78 euros. A descida da EDPR acontece apesar de a unidade de research do BPI ter acrescentado a empresa liderada por Manso Neto à sua lista das cotadas preferidas.

 

A Jerónimo Martins é a outra cotada a pressionar o PSI-20, com uma queda de 2,66% para 15,18 euros. Em sentido inverso está a rival Sonae SGPS, que se destaca pela positiva depois de ter anunciado resultados que agradaram aos analistas. As acções da empresa que detém os supermercados Pingo Doce somam 5,7% para 0,76 euros.

 

Banca europeia lidera ganhos

 

O sector financeiro está a liderar os ganhos nas bolsas europeias, como Stoxx Banks a subir mais de 3%.

 

O UBS está mesmo a registar a melhor sessão desde 2012, com subidas acima de 5%. A Aegon dispara 9% depois de ter anunciado resultados acima do esperado

 

Em Lisboa o BCP também se destaca pela positiva, com uma valorização de 3,26% para 1,1875 euros. O banco está a reagir aos resultados dos primeiros nove meses (prejuízos de 251,1 milhões de euros) e a ser impulsionado pelo pedido da Sonangol para reforçar a sua posição no capital do banco.

 

Ainda a impulsionar o índice português a Navigator avança 1,22% para 2,656 euros, os CTT somam 1,43% para 6,31 euros e a Pharol valoriza 1,27% para 0,239 euros. A brasileira Oi, participada pela empresa portuguesa, aumentou os prejuízos em 7% no terceiro trimestre.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Todos nós sabemos a quem pertence o Pingo Doce!Nem sempre a SONAE é bafejada por estes profissionais que só dão boas noticias só porque há dados muito evidentes!Aqui este ativo tão importante também era bom para a SONAE!

Anónimo Há 3 semanas

o pingo doce nao é da sonae

Anónimo Há 3 semanas

EDP em Janeiro a 0.25.

Anónimo Há 3 semanas

Então o "Pingo Doce" è da Sonae?

Santa ignorância, ou erro que convêm esclarecer.

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