Bolsa Guerra comercial volta a pesar em Wall Street

Guerra comercial volta a pesar em Wall Street

A entrada em vigor das novas tarifas sobre bens importados era já conhecida, mas os investidores voltaram a penalizar Wall Street, no dia em que se efectivaram as novas taxas.
Guerra comercial volta a pesar em Wall Street
Reuters
Sara Antunes 23 de agosto de 2018 às 21:21

O Dow Jones perdeu 0,30% para 25.656,98 pontos, o Nasdaq perdeu 0,13% para 7.878,46 pontos e o S&P500, que esta semana chegou a tocar em máximos históricos e que completou o maior ciclo de bull market da história, cedeu 0,17% para 2.856,98 pontos.

 

A contribuir para a queda das bolsas está a apreensão dos investidores em relação à guerra comercial, num dia em que entraram em vigor as novas tarifas sobre importações avaliadas em 16 mil milhões de dólares. Este pacote de novas tarifas foi anunciado pelos EUA, mas Pequim seguiu as mesmas regras e aplicou o mesmo montante e no mesmo dia.

 

Entre as acções que têm estado mais expostas à guerra comercial, destaque para a Caterpillar, ao recuar 2,05% para 136,79 dólares. A fabricante de aviões, Boeing, também cedeu quase 1% para 347,48 dólares.

 

Mas as empresas que operam no mercado da carne reagiram de forma ainda mais expressiva. A Hormel Foods deslizou mais de 3% depois de ter dito que os seus resultados trimestrais foram afectados pelas tarifas impostas pela China.

 

Mas a pressão recente não vem apenas da guerra comercial. Os casos políticos/judiciais que afectam responsáveis que tiveram ligação directa às eleições de 2016, que levaram Donald Trump até à Casa Branca, também têm contribuído para algum cepticismo dos investidores. Até porque a especulação de que Trump pode ser alvo de um impeachment aumentou.

 

Destaque ainda para a donda da Victoria’s Secret, a L Brands, que afundou mais de 11%, para mínimos de 2011, depois de ter revisto em baixa as suas estimativas de resultados para o conjunto do ano.




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