Bolsa Há sete sessões que Wall Street fecha em baixa

Há sete sessões que Wall Street fecha em baixa

As principais bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em terreno negativo, pela sétima sessão consecutiva, com os investidores a usarem de prudência em véspera das eleições presidenciais e depois de a Fed ter dito que mantém o foco numa subida dos juros.
Há sete sessões que Wall Street fecha em baixa
Reuters
Carla Pedro 02 de Novembro de 2016 às 20:33

O Standard & Poor’s 500 fechou a recuar 0,5% para 2.126,22 pontos, naquela que foi a sétima queda seguida (a mais longa série de perdas em cinco anos), mantendo-se perto de um mínimo de quatro meses.

 

Já o índice industrial Dow Jones perdeu 0,43% para 17.959 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 0,93% para 5.105,56 pontos.


A Fed, conforme se esperava, decidiu não mexer nos juros directores, mas continuou a sinalizar que tem isso em mente, pelo que se mantém a probabilidade de o fazer na última reunião deste ano, que se realiza a 13 e 14 de Dezembro. No entanto, se Trump vencer as eleições presidenciais do próximo dia 8 de Novembro, as coisas podem mudar de figura.

 

O mercado está, aliás, em suspenso, sem querer tomar decisões de relevo, à espera das eleições da próxima semana e enquanto avaliam as probabilidades dos candidatos republicano e democrata.

 

Donald Trump ganhou algum terreno face a Hillary Clinton depois de na passada sexta-feira o FBI ter anunciado que reabriu a investigação aos e-mails da candidata democrata. E isso está a contribuir para que o peso mexicano – que é visto como um barómetro da percepção sobre as eleições norte-americanas – esteja a afundar face à maioria das moedas (já que Trump, que é contra a imigração, pode ganhar ainda mais vantagem), o que tem estado a penalizar as bolsas norte-americanas.


Os investidores continuarão também atentos à apresentação dos resultados trimestrais, sendo que será a vez de empresas como a Kraft Heinz e Starbucks se confessarem ao mercado.

 

As tecnológicas estarão em destaque, já que a evolução do Facebook – que estará a reagir às contas apresentadas após o fecho das bolsas – poderá ditar o rumo do sector.




(notícia actualizada às 21:22)




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