Bolsa Há um Pharol de volatilidade na bolsa portuguesa

Há um Pharol de volatilidade na bolsa portuguesa

Após ter duplicado de valor desde o início do ano, a cotação das acções da Pharol assemelhou-se a uma montanha-russa destinada a investidores com nervos de aço. A liquidez também ficou bem acima do normal.
Há um Pharol de volatilidade  na bolsa portuguesa
Bruno Simão
Rui Barroso 14 de fevereiro de 2017 às 20:55
Perdas de mais de 20% em poucos minutos. Ou ganhos de mais de 20% também em poucos minutos. Foi o que as acções da Pharol proporcionaram nas últimas  sessões, marcadas por forte volatilidade. A liquidez das acções, que entraram na mira de "hedge funds" que utilizam algoritmos, também disparou nos últimos dias. Isto depois das acções terem chegado a acumular uma subida de mais de 120% em 2017, impulsionada por possíveis desenvolvimentos do processo de recuperação da Oi, em que a Pharol detém 27,5%.

Nos últimos dois dias, a negociação da Pharol tem-se assemelhado a uma montanha-russa. Esta terça-feira, por exemplo, os títulos negociaram num mínimo de 0,34 euros e chegaram a um máximo de 0,407 euros.  E encerrariam a sessão a valer 0,38 euros. Na sessão anterior, após terem negociado num mínimo de 0,347 euros, recuperaram para 0,42 euros. No acumulado das duas sessões perdem 12,84%. Com estas descidas, o desempenho desde o início do ano abrandou para 83,57%.

Este sobe e desce pode ser explicado, segundo Nuno Mello, com "a aproximação a uma zona de resistência psicológica importante". O gestor da XTB aponta essa marca nos 0,40 euros por acção, o que poderá ter levado a uma "tomada de mais valias nas últimas duas sessões".  Além da elevada volatilidade dos títulos, o valor negociado em acções da Pharol tem sido bem superior ao normal. Na segunda-feira, por exemplo, foram a acção mais negociada no PSI-20, com o valor das transacções a superar os 19 milhões de euros, quase 30 vezes mais que a média diária observada em Janeiro. 

Nuno Mello considera que o desempenho da acção desde o início do ano se deve a um  "movimento especulativo  fruto da expectativa dos investidores em relação a um desfecho positivo da recuperação judicial da Oi no Brasil".

Nas últimas semanas tem existido muita informação sobre a empresa, desde o prolongamento do prazo dado pela Orascom para lançar uma oferta sobre a empresa, às notícias de que o fundo Cerberus também poderia estar interessado na Oi, passando pelos sinais de uma aproximação entre a administração e os credores. 

E houve investidores a apostar nessa recuperação, através das acções da Pharol. A 2 de Janeiro, o Renaissance Technologies, um "hedge fund" que utiliza tácticas de negociação com base em algoritmos, superou os 2% da empresa. A 11 de Janeiro, um outro "hedge fund", o Discovery Capital Management também superou os 2% da empresa liderada por Palha da Silva.

Mas a volatilidade e a incerteza são tão elevadas que Rui Bárbara, gestor de activos do Banco Carregosa, considerou recentemente ao Negócios que "só os especialistas em reestruturação de empresas e recuperação de activos estão habilitados a lidar com este título".



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comentários mais recentes
Silva da Palha Há 3 dias

Então isto não ia começar a ser bom?!? Foi-se a baixo? Treta!

Anónimo Há 1 semana

Isso já são ações de coisa nenhuma. Não tem suporte financeiro para valorizar. Quem estava na PT há largos anos já foi embora aguentando os prejuízos que os ladrões fizeram.

Anónimo Há 1 semana

Paguem é o que devem aos obrigacionistas... estas administrações são incapazes e ainda bem que o tribunal na Holanda pôs um travão no processo de evaporação de valor... vão brincando com os algoritmos que eles limpam tudo... Skynet rules...

Treta Há 1 semana

Analise tecnica para esta accao nao vale nada..Resistencia bla bla bla...devem analisar sim o processo de recuperacao judicial da Oi e eventual sucesso ou nao das negociacoes com credores..neste momento o preco e o futuro da Pharol dependem a 100% do desfecho deste processo...tudo o resto e treta...

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