Research Haitong antecipa descida de 8% dos lucros da Sonae

Haitong antecipa descida de 8% dos lucros da Sonae

A retalhista terá chegado ao fim de Setembro com um resultado líquido de 126 milhões de euros, uma queda de 8% face ao período homólogo. No terceiro trimestre, a quebra prevista é de 13%.
Haitong antecipa descida de 8% dos lucros da Sonae
Bruno Simão
Rita Faria 20 de outubro de 2017 às 10:34

O Haitong antecipa que a Sonae tenha fechado os primeiros nove meses deste ano com lucros de 126 milhões de euros, o que representa uma descida de 8% face ao resultado líquido de 137 milhões registado no mesmo período do ano passado.

Considerando apenas o terceiro trimestre, a retalhista – que apresenta as suas contas a 15 de Novembro – terá visto os seus lucros caírem 13% para 53,2 milhões de euros.  

Numa nota de análise divulgada esta sexta-feira, 20 de Outubro, o banco de investimento antecipa "um conjunto de resultados neutral", que não deverá ter um grande impacto nas acções da empresa.

O Haitong acredita que os resultados foram impulsionados sobretudo pela área do retalho especializado (Sonae SR), cujas vendas terão subido 4% face ao mesmo trimestre do ano anterior para 409 milhões de euros. No caso da Worten, o aumento das vendas terá sido de 6%, enquanto o EBITDA terá subido para sete milhões de euros. No segmento de sports & fashion, o banco de investimento prevê um crescimento das vendas de apenas 1%, devido à evolução mais fraca da SportZone, "onde o período de transição até ao fim da transacção com a JD Sports deve ter o seu preço em termos de foco comercial".

No caso do retalho alimentar (Sonae MC), o LfL (crescimento das vendas comparáveis) terá caído de 2,6%, no segundo trimestre, para -0,5%, no terceiro.  

"Apesar do LfL negativo, pensamos que a performance deve tornar-se positiva, já que houve uma desaceleração da inflação alimentar em Portugal de 1,4% no segundo trimestre para 0,6% no terceiro", acrescentam os analistas.

O Haitong reitera a recomendação de "comprar" para a Sonae e o preço-alvo de 1,18 euros. Tendo em conta a cotação actual, esta avaliação traduz um potencial de subida de 14,2%.

Os títulos sobem 0,49% para 1,033 euros.  

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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