Research Haitong antecipa subida de 54% dos lucros da Corticeira Amorim

Haitong antecipa subida de 54% dos lucros da Corticeira Amorim

O banco de investimento estima que a Corticeira Amorim tenha registado lucros de 54 milhões de euros até Setembro, uma subida de 54% face ao mesmo período do ano passado.
Haitong antecipa subida de 54% dos lucros da Corticeira Amorim
Jorge Miguel Gonçalves/Sábado
Rita Faria 03 de novembro de 2017 às 07:56

O Haitong antecipa que a Corticeira Amorim tenha fechado os primeiros nove meses deste ano com lucros de 54 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 54% face ao resultado líquido de 35,2 milhões registado no mesmo período do ano passado.

 

Considerando apenas o terceiro trimestre, a empresa liderada por António Rios Amorim – que apresenta as suas contas no próximo dia 7 de Novembro – terá visto os seus lucros descerem 19% para 16,3 milhões de euros, penalizados sobretudo pela depreciação do dólar.

 

Numa nota de análise, divulgada esta sexta-feira, 3 de Novembro, os analistas do Haitong destacam que os resultados relativos ao terceiro trimestre "deverão mostrar o primeiro impacto da aquisição" de 60% da francesa Bourassé por 29 milhões de euros, um negócio que foi anunciado em Julho. "Isto poderá ter tido um resultado positivo nas receitas da unidade de rolhas de cerca de 8%", adiantam.

 

No geral, o banco de investimento estima que as receitas tenham aumentado 10% para 172,6 milhões de euros, não só devido ao impacto da aquisição, mas também ao crescimento orgânico.

 

Na opinião dos analistas, a unidade de rolhas, a mais importante da empresa, mantém-se como o principal motor da performance da Corticeira Amorim, beneficiando do crescimento do sector do vinho e da melhoria do mix de preços.

 

Pelo contrário, o Haitong espera um abrandamento no EBITDA da unidade de revestimentos e de aglomerados compósitos.

 

Globalmente, a Corticeira Amorim "continuará a beneficiar de um bom dinamismo, na medida em que aumenta a sua quota de mercado no negócio das rolhas, especialmente no segmento premium e também pensamos que a empresa está a criar valor com as recentes aquisições", afirmam os analistas. Do lado negativo, "as margens podem ser penalizadas com a integração de unidades com margens mais baixas", ao mesmo tempo que a "desvalorização do dólar também é um risco de curto prazo".

 

O Haitong atribui um preço-alvo de 12,20 euros às acções (3,9% acima da cotação de fecho e ontem), com uma recomendação de "neutral".  

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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