Research Haitong corta EDP de "comprar" para "neutral" após proposta da ERSE para as tarifas

Haitong corta EDP de "comprar" para "neutral" após proposta da ERSE para as tarifas

Os novos parâmetros de regulação ditados pela ERSE já levaram a uma revisão em baixa do "preço-alvo" e da recomendação atribuídos pelo Haitong à EDP. A eléctrica resvala 4% esta segunda-feira.
Haitong corta EDP de "comprar" para "neutral" após proposta da ERSE para as tarifas
Diogo Cavaleiro 16 de outubro de 2017 às 08:25

3,10 euros: foi com esta cotação que a EDP encerrou a sessão na passada sexta-feira.

3,10 euros: é esta a cotação que o Haitong acredita ser o preço justo para a eléctrica presidida por António Mexia, menos 20 cêntimos do que o anterior preço-alvo.

 

A ausência de espaço para valorizar levou à mudança de recomendação que a casa de investimento tem para a empresa de energia. O Haitong deixou de aconselhar a compra de acções da EDP. Neste momento, a casa de investimento avança com uma recomendação "neutral" para os títulos, devido aos maiores custos com a regulação face às suas expectativas.

 

"A actualização regulatória em Portugal, tanto na distribuição como na geração, foi significativamente mais dura do que nós – e, provavelmente, o mercado – antecipávamos", explica a equipa de analistas liderada por Jorge Guimarães, numa nota datada desta segunda-feira, 16 de Outubro.

 

Na nota, os analistas da casa de investimento com capitais chineses reagem aos parâmetros regulatórios para 2018 e 2020 que foram divulgados na semana passada e aos quais a EDP reagiu este domingo. Os CMEC – custos para a manutenção do equilíbrio contratual –, que asseguram receitas à empresa, sentiram um aperto por parte do regulador (ERSE), gerando menos impacto positivo do que o esperado pelo Haitong. Além disso, as receitas garantidas deslizaram, dando menos a ganhar à eléctrica. 

 

Com estas considerações, o Haitong cortou as estimativas de resultados operacionais (EBITDA) e de lucros para o período entre 2018 e 2020 "numa média de 3% e 7%, respectivamente". Espera-se um lucro de 1.334 milhões de euros em 2017, mas uma diminuição do resultado líquido nos dois anos seguintes.

 

"A EDP não é uma acção cara. Contudo, vemos poucos motores positivos no curto prazo para inverter o sentido mais negativo que se deve seguir a esta actualização regulatória", comentam os analistas. Um desses aspectos em que não há novidades é a entrada em operações de fusões e aquisições: e, aí, a recusa da China Three Gorges, que até reforçou recentemente a sua posição para 23,3% da EDP, a uma aproximação à espanhola Gas Natural "reduz" esse espaço. 

A EDP segue a perder 4,06% esta segunda-feira, com as acções a valerem 2,981 euros. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
dia 20 de outubro BCP diga 0.33 Há 2 dias



sexta feira a DBRS vai voltar a subir os RATINGS do MILENIUM BCP e de PORTUGAL a partir desse dia o MILENIUM BCP irá ULTRAPASSAR os 0.33 por AÇÃO

Anónimo Há 2 dias

REN-EDP, um dos maiores e mais danosos lóbis anti-mercado que flagelam a economia portuguesa desde há várias décadas, comparável em grau de perigosidade e pestilência a uma CGTP-Frente Comum.

Anónimo Há 2 dias

Em França, e mesmo tendo o Estado francês como maior accionista com cerca de 85% das acções da empresa, a maior companhia de electricidade, cotada na bolsa de valores onde dispersou parte do seu capital, está orientada para o mercado livre, aberto e concorrencial, despede 5100 excedentários, gera lucros impressionantes, distribui dividendos notáveis aos accionistas, e vende uma das electricidades mais baratas de toda a União Europeia. Em Portugal, a congénere, anti-mercado, mal gerida, sem qualquer consideração pelos clientes e pelos accionistas, nem tão pouco pelas autoridades reguladoras e económicas que capturou há muito porque o Estado português deixa-se sempre capturar por nefastos e obscuros interesses, negoceia os despojos do mercado que matou à nascença e se habituou a roubar. "EDF plans up to 5,100 job cuts in France: source" http://www.reuters.com/article/us-edf-layoffs-idUSKBN15G4AL

Vender s comprar mota engil Há 2 dias

Vender este lixo de energias, e comprar a çao do futuro. Mota engil

pub