Research Haitong: Fecho de posições curtas pode travar queda do BCP

Haitong: Fecho de posições curtas pode travar queda do BCP

O Haitong diz que "ok" do BCE ao reembolso da ajuda estatal do BCP é um factor positivo no aumento de capital do BCP.
Haitong: Fecho de posições curtas pode travar queda do BCP
Nuno Carregueiro 10 de janeiro de 2017 às 12:28

O mercado já estava à espera do aumento de capital do Banco Comercial Português, refere o Haitong numa nota diária enviada a clientes esta terça-feira, em reacção à oferta pública de subscrição (OPS) de 1,33 mil milhões de euros ontem anunciada pelo banco.

 

O banco de investimento realça como factor positivo o facto de este reforço de capital servir para reembolsar a última tranche de ajuda estatal, no valor de 700 milhões de euros.

 

"O facto de o BCE ter aprovado o reembolso dos CoCo é na nossa perspectiva positivo, pois pode significar que o BCE acredita que este aumento de capital é suficiente, em conjunto com os lucros antes de provisões que deverá atingir em 2017, para o BCP resolver os seus problemas de capital", refere o Haitong.

 

O banco de investimento destaca dois factores que podem ajudar no curto prazo a travar a queda das acções, compensando a forte diluição que resulta do aumento de capital, bem como do elevado desconto a que as acções vão ser vendidas.

 

O primeiro diz respeito à participação da Sonangol no aumento de capital. A empresa angolana ainda não comunicou se vai investir na operação, mas se a decisão for nesse sentido e a Sonangol também elevar a sua posição para 30%, "uma parte substancial do aumento de capital (cerca de dois terços) já ficaria subscrito".

 

A Fosun deu uma ordem de subscrição para reforçar no BCP através deste aumento de capital, dos actuais 16,67% para 30%. A subscrição do restante capital está garantida já que houve uma tomada firme por parte de um consórcio de bancos.

 

O outro facto diz respeito aos investidores que têm posições curtas no BCP (recentemente ascendia a cerca de 4% do capital).

 

"A necessidade de alguns ‘hedge funds’ fecharem as suas posições curtas pode representar uma forte compensação à elevada diluição que resulta deste aumento de capital", refere o Haitong.

 

As acções do BCP seguem a desvalorizar 9,16% para 0,9458 euros, aliviando de uma queda máxima de 16,44% registada logo no início da sessão, para 0,87 euros (novo mínimo histórico).




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comentários mais recentes
Economista 10.01.2017

Se os banqueiros e políticos fossem sérios isto não acontecia. Engordaram demasiado à custa dos inocentes e agora o colesterol vai levá-los ao fundo. Vai ser giro quando os depositantes pedirem o dinheiro e os bancos fecharem as portas e travarem os multibancos.

pedro moreira 10.01.2017

O BCP esta falido pk os satanicos tomaram conta dele em 2008 e os mercados nao sao parvos.

LCGP 10.01.2017

Não nos dêem mais música. Basta de mentiras.

Navigoter 10.01.2017

Não vão em cantigas,
Vocês já foram muito muito sacrificados ao longo dos anos.
Vendam
Entrem e apanhem o comboio da Navigoter, irão recuperar grande parte do vosso capital. Só de dividendos são mais de 20 cêntimos.
Velho conhecedor de bolsa.

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