Mercados Homem x Máquina, a batalha pelo melhor índice de acções

Homem x Máquina, a batalha pelo melhor índice de acções

Deixaria um robô escolher a sua carteira de investimentos? O negócio dos índices Stoxx, da Deutsche Boerse, está prestes a descobrir, com os seus dois novos indicadores de mercado.
Homem x Máquina, a batalha pelo melhor índice de acções
Reuters
Bloomberg 27 de janeiro de 2018 às 18:00

O primeiro, o Stoxx Global Artificial Intelligence Index, vai usar pesquisas realizadas por humanos para seleccionar as empresas envolvidas com tecnologia de inteligência artificial (IA). O segundo, o Stoxx AI Global Artificial Intelligence Index, vai usar os conhecimentos dos computadores para escolher essas empresas.

Se está à procura de uma carteira, espere. Estes índices ainda não foram licenciados por nenhuma provedora de fundos. Mas Matteo Andreetto, CEO da Stoxx, mostra-se optimista quanto à adopção por parte dos ETF e dos fundos de investimentos dos EUA e da Europa.

"É o homem contra a máquina", disse nos bastidores da conferência "Inside ETFs", na Flórida, esta semana. "Os [investidores] estão à vontade com os humanos? Ou confiam mais na máquina e nos algoritmos?"

O índice criado por humanos é composto por empresas que geram mais de 50% das receitas com negócios relacionados à IA. O segundo índice, no entanto, é "integralmente inteligência artificial", diz Andreetto, e são as máquinas que escolhem as acções de IA.

Funciona assim: utilizando os conhecimentos que tem de linguagem natural, o computador vai procurar patentes relacionadas com a IA. Um algoritmo, vai então, calcular a importância da operação de IA dentro da propriedade intelectual geral da empresa e também importância que tem em comparação com outras patentes de IA. A Stoxx uniu-se à Yewno, uma empresa de IA de Silicon Valley, para desenvolver este indicador com aproximadamente 200 empresas, que inclui Apple, Bank of America e Facebook.

Até agora os humanos mostraram vantagem na geração de retornos puros - 6,1% a 5,4% este ano - e os robôs mostram-se melhores no que diz respeito ao limitar a volatilidade. Mas ainda é cedo. Falta muito tempo para a ascensão das máquinas.

 




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mais votado Homem contra robôs, eis a questão (1) Há 3 semanas

Mais de 70% dos ativos, financeiros mundiais sob gestão, são geridos de forma ativa,
ou seja, com um objectivo de tentar bater um investimento passivo nos índices;
Uma relevante justificação para tal tipo de gestão será o de corrigir os enviesamentos resultantes
da realidade dos instintos humanos serem o resultado da luta pela sobrevivência física no
Paleolítico, muito mais do que uma optimização face à competição económica de hoje.
Os robôs, dotados de velocidades de cálculo imensamente superiores aos Humanos e de
memórias que também o poderão ser,
e baseando-se em critérios de decisão objetivos e função da realidade com que foram
“ensinados” - podem ser em múltiplos domínios, muito superiores aos Humanos.

comentários mais recentes
Homem contra robôs, eis a questão (1) Há 3 semanas

Mais de 70% dos ativos, financeiros mundiais sob gestão, são geridos de forma ativa,
ou seja, com um objectivo de tentar bater um investimento passivo nos índices;
Uma relevante justificação para tal tipo de gestão será o de corrigir os enviesamentos resultantes
da realidade dos instintos humanos serem o resultado da luta pela sobrevivência física no
Paleolítico, muito mais do que uma optimização face à competição económica de hoje.
Os robôs, dotados de velocidades de cálculo imensamente superiores aos Humanos e de
memórias que também o poderão ser,
e baseando-se em critérios de decisão objetivos e função da realidade com que foram
“ensinados” - podem ser em múltiplos domínios, muito superiores aos Humanos.

Homem contra robôs, eis a questão (2) Há 3 semanas

Na Bolsa, com periocidade imprevisível, ocorrem mudanças estruturais, que tornam obsoleta
muita da experiência anterior.
Assim um robô,que previsivelmente iria dar e teria dado durante certo período, resultados
superiores aos Humanos, passaria a dá-los piores.
E tal durante o período necessário para se acumularem os dados suficientes a uma nova
recalibragem.
Durante tal período, os Humanos seriam superiores, para logo a seguir o deixarem de o ser.
Até que novamente o feedback dos Humanos sobre os Mercados induzisse estes a mudar.
Em conclusão:
-Ser pelos robôs, nos períodos em que os robôs, após período de aprendizagem sobre uma
realidade estável, serão ainda durante um período de tempo imprevisível, manifestamente
superiores aos Humanos;
-Ser pelos Humanos, quando após mudanças estruturais que inviabilizam a realidade que esteve
na base da aprendizagem dos robôs, a competência teórica e o “saber de experiência feito dos
Humanos”, os torna indiscutivelmente superiores aos robôs

Homem contra robôs, eis a questão (3) Há 3 semanas

Na “competição” entre Humanos e robôs não deixa de ser pertinente referir uma outra dimensão,
que hoje inclusive será porventura a mais relevante em termos de consecução de resultados:
Os que se obtêm em Bolsa dependem da frequência e da intensidade com que se encontram
situações de desequilíbrio suscetíveis de aproveitamento;
Mas também da possibilidade de aproveitar esses desequilíbrios antes que a Concorrência o faça.
E a Concorrência em Bolsa -com o número de oportunidades por ora menor do que já foi,
com um nível de competências humanas e técnicas incomparavelmente superior,
com comunicações instantâneas ao nível de todo o mundo,
com massas de capitais buscando rendibilização muito superiores ao que foram no passado,
com custos de transacção uma ordem de grandeza inferiores
- é incomparavelmente mais agressiva do que no passado foi.
E os robôs são mais fáceis de imitar que os Humanos,
e assim, mais sensíveis ao efeito de aviltamento de resultados resultante da híper concorrência.

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