Research HSBC também espera um "forte trimestre" na Jerónimo Martins

HSBC também espera um "forte trimestre" na Jerónimo Martins

O banco manteve o preço-alvo da Jerónimo Martins em 16 euros, considerando que as acções já negoceiam com um "prémio significativo" face ao sector.
HSBC também espera um "forte trimestre" na Jerónimo Martins
A empresa liderada por Alexandre Soares dos Santos publica as vendas do quarto trimestre a 12 de Janeiro
Nuno Carregueiro 09 de janeiro de 2017 às 11:00

O HSBC estima que a Jerónimo Martins tenha registado um "forte trimestre" nos últimos três meses de 2016, com uma "aceleração" nas vendas comparáveis na Polónia e uma "boa resiliência" em Portugal.

Esta perspectiva surge depois de outros bancos de investimento terem também antecipado uma tendência positiva da Jerónimo Martins, sendo que uma nota de "research" nesse sentido levou as acções da cotada a dispararem mais de 5% na última quarta-feira.

Numa nota com data de hoje, a que o Negócios teve acesso, o HSBC mantém o preço-alvo da Jerónimo Martins em 16 euros e a recomendação em "manter", considerando que as acções já negoceiam com um "prémio significativo" face ao sector.

As receitas do quarto trimestre, que a Jerónimo Martins vai divulgar a 12 de Janeiro, "deverão mostrar uma tendência de aceleração nos volumes na Biedronka na Polónia e uma prestação sólida no Pingo Doce", refere a nota de "research".

Na unidade polaca o HSBC estima que a taxa de crescimento continue em dois dígitos – aumento de 10,3% nas vendas comparáveis – atingindo um total de 2.558 milhões de euros. No Pingo Doce as vendas do quarto trimestre terão crescido 1,2% para 915 milhões de euros e no Recheio o crescimento terá sido de 4%. No total, o HSBC aponta para receitas de 3.788 milhões de euros no quarto trimestre no Grupo Jerónimo Martins, o que traduz um crescimento de 6,7%.

O banco de investimento britânico considera que a Jerónimo Martins implementou uma estratégia de sucesso na Polónia há dois anos, estimando que a margem da unidade polaca cresça cerca de 15 a 20 pontos base nos próximos três anos. Na Colômbia, o HSBC estima que as receitas atinjam 1,5 mil milhões de euros em 2020, com uma margem EBITDA de 2%.

O HSBC ajustou as estimativas para os resultados da Jerónimo Martins, mas apenas para descontar a venda de activos na área industrial.

Apesar dos comentários positivos, o HSBC diz que as acções da Jerónimo Martins transaccionam com um PER (rácio entre cotação e lucros por acção) de 20,7, o que se situa acima da média do sector (PER de 15,2).

As acções da Jerónimo Martins seguem a subir 0,06% para 15,82 euros. Em 2017 acumulam um ganho de 7,5%.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

  




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comentários mais recentes
Tereza economista 09.01.2017

A JM tem sido sustentada pela propaganda até qualquer dia.

Ciifrão 09.01.2017

Devem estar carregados de ações da JM para vender.

Anónimo 09.01.2017

A Bolsa Portuguesa é mesmo anedótica.
NO PSI20 temos algumas cotadas com volumes anedóticos em relação a algumas do PSI GERAL valia mais acabar o PSI20 e existir apenas o PSI GERAL.

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