Obrigações IGCP lança nova emissão de obrigações para o retalho com juro mais baixo

IGCP lança nova emissão de obrigações para o retalho com juro mais baixo

A emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável arranca a 17 de Julho. Os títulos pagam uma taxa de juro de 1,6%, a mais baixa desde que o IGCP lançou estes produtos de poupança para os aforradores.
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Nuno Carregueiro 13 de julho de 2017 às 10:33

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai lançar uma nova emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), colocando pelo menos 500 milhões de euros.

 

De acordo com um aviso público publicado em Diário da República, os títulos vão pagar uma taxa de juro bruta de 1,6%, o que representa uma redução substancial face à remuneração das anteriores emissões.

 

Os títulos colocados em Abril pagaram uma taxa bruta de 1,9%, já abaixo dos 2% da emissão de Novembro, dos 2,05% oferecidos na operação concluída em Agosto do ano passado e dos 2,2% na estreia destes títulos, em Março.

O corte na remuneração desta emissão é mais substancial, sendo que ainda assim compara de forma favorável com a taxa de juro das obrigações do Tesouro com uma maturidade de cinco anos, que está esta quinta-feira nos 1,333%.

 

O cálculo da remuneração das OTRV resulta da soma da taxa fixa (neste caso 1,6%) ao valor da Euribor a seis meses. Como a taxa interbancária está em valores negativos, a remuneração é igual à taxa fixa.

 

Além dos impostos, à taxa bruta de 1,6% é necessário retirar as comissões cobradas pelos bancos. Desde a comissão de subscrição à de custódia dos títulos, de pagamento dos juros e de reembolso final.

 

Tal como os títulos para o retalho emitidos anteriormente, as OTRV que podem agora ser subscritas têm um prazo de cinco anos (maturidade em Agosto de 2022), pagando juros de seis em seis meses.

 

O montante indicativo também se mantém, ascendendo a 500 milhões de euros, sendo que o IGCP poderá aumentar o valor caso a procura o justifique, tendo até 21 de Julho para o fazer.  

 

As OTRV serão colocadas através de oferta pública de subscrição que arranca a 17 de Julho e termina no dia 28 do mesmo mês.

 

"As ordens de subscrição serão expressas em montante, sendo o mínimo de subscrição por investidor de 1.000 euros, correspondente a 1 OTRV, e o máximo de 1.000.000 euros, correspondente a 1.000 OTRV, devendo as ordens ser transmitidas em múltiplos de 1.000 e subscritas junto de uma instituição  de crédito", refere uma nota colocada no site do IGCP. Acrescenta que os títulos pagam juros a "2 de Fevereiro e 2 de Agosto de cada ano, calculados a uma taxa de juro variável e igual à Euribor 6 meses acrescida de 1,60%, ocorrendo o  reembolso do capital em 2 de agosto de 2022".

 

(Notícia actualizada às 10:50 com mais informação)




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

As pessoas precisam de um Estado que seja bom gestor da coisa pública e pessoa de bem. Um Estado que faça boa gestão de recursos humanos despedindo onde e quando é preciso e que saiba investir em bens de capital onde e quando é necessário. Isto é o que Portugal não tem. Isto é o que falta às pessoas. O radicalismo sindical é tão nocivo, e anti-mercado, como o corrupto capitalismo selvagem de compadrio. Quer uns quer outros atiram a coisa pública para os braços dos aproveitadores sem escrúpulos, para os bandidos e para os incompetentes. Com um Estado bom gestor da coisa pública não precisávamos de contrair tanta dívida. Comecem a despedir excedentários e a mandar o capitalismo de compadrio para aquele sítio... Comecem por aí. Eu não ponho nem um tostão na vossa dívida.

José Costa Há 1 semana

Só tenho visto aqui gente do partido rosa a tecer elogios, malta que até diz perceber de economia. Como é que um país a crescer, como dizem que está, estar constantemente a contrair divida para substituir dívida. Então o PIB não está a crescer, porque raio continuamos a pedir emprestado?

Jo´se Costa Há 1 semana

Ao senhor "Pinto", positivo seria se não tivéssemos de pedir emprestado para pagar outras dividas com juros mais altos. Positivo seria utilizar o crescimento do país, se é que realmente está a crescer, e a receita dai proveniente para pagarmos aquilo que devemos!

Anónimo Há 1 semana

Porque razão o Passos preferiru pedir 78 mil milhões a galifões em vez de dar a ganhar algum juro a investidores portugueses do retalho? Quando era para ganhar algo o Passos dava sempre aos mesmos: Bancos e Finança da alta

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