Research IM sobe preço-alvo da Novabase para 3,55 euros após venda de activos à Vinci

IM sobe preço-alvo da Novabase para 3,55 euros após venda de activos à Vinci

Depois de ter vendido activos à Vinci por quase 38,4 milhões de euros, o banco de investimento IM decidiu aumentar o preço-alvo da Novabase de 2,65 para 3,55 euros, mantendo a recomendação sobre as acções da tecnológica em "comprar".
IM sobe preço-alvo da Novabase para 3,55 euros após venda de activos à Vinci
Bruno Simão/Negócios
David Santiago 13 de Outubro de 2016 às 19:34

Numa nota de "research" divulgada esta quinta-feira, 13 de Outubro, o banco de investimento IM Valores aumentou o preço-alvo da Novabase de 2,65 euros para 3,55 euros, o que tendo em conta o valor de fecho de 2,118 euros da cotada na sessão de hoje lhe confere um potencial de valorização de 67,61%.

Este "research" foi realizado já depois do anúncio da venda, pela Novabase, do negócio de infra-estruturas e managed services aos franceses da Vinci, o mesmo grupo que em Portugal detém a ANA Aeroportos. Negócio que levou os títulos da Novabase a valorizar acima de 5,5% na sessão de hoje, dia em que tocou nos 2,15 euros por acção, um máximo de 11 de Maio deste ano.

 

Já a recomendação para os títulos da tecnológica foi mantida em "comprar", com a IM a notar que se trata de uma aposta de "alto risco".

 

A IM considera que a venda da Novabase IMS à Vinci por 38,365 milhões de euros teve um "impacto positivo" de 1,05 euros por acção. "Acreditamos que este acordo foi muito positivo para a companhia, uma vez que venderam um negócio que vale cerca de 20% do seu EBITDA consolidado por à volta de 50% da nossa estimativa do valor por acção", pode ler-se na nota.

 

Os quase 38,4 milhões de euros poderão ser utilizados para "acelerar o seu processo de internacionalização, provavelmente através de uma aquisição", antecipa a IM que, no entanto, lembra que parte deste montante pode também ser utilizado para "pagar um dividendo extraordinário".

 

Ainda assim, a instituição de investimento diz ter ajustado as suas estimativas para os terceiro e quarto trimestres deste ano, sublinhando que o "aumento de custos com pessoal" deverá ter um "impacto negativo de 15 cêntimos por acção", pelo que a avaliação para o presente ano de 3,55 euros já incorpora este ajustamento.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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