Análise Técnica IMF - Apple em queda após série de adversidades

IMF - Apple em queda após série de adversidades

Títulos da empresa tecnológica caíram mais de 2.5% em apenas quatro dias; Euro/Dólar atinge máximos de 3 meses; Preços do crude em máximos de dois anos e meio; Ouro em alta apoiado por um dólar enfraquecido.
IMF - Apple em queda após série de adversidades
Títulos da Apple em queda após uma série de adversidades

Os títulos da Apple caíram cerca de 2.8% em apenas quatro dias na sequência de dois acontecimentos que prejudicaram o desempenho das ações. Um deles foi o facto de a empresa ter assumido que tornava os modelos antigos dos iPhones mais lentos propositadamente, algo que obrigou posteriormente a Apple a fazer um pedido de desculpas público. Para além disso, a cotação da empresa norte-americana também foi afetada pela divulgação a um relatório que apontava para um corte nas projeções de vendas do novo modelo iPhone X no primeiro trimestre, de 50 milhões de unidades para 30 milhões.

Tecnicamente, a Apple tem estado em tendência de alta ao longo dos anos, sendo que no curto prazo já por várias vezes deparou-se na resistência dos $176, tendo recuado para valores próximos dos $170. Contudo, a linha de tendência positiva continua a ser respeitada, apesar de um período mais difícil para as cotações da empresa tecnológica.



Euro/Dólar atinge máximos de 3 meses

O Eur/Usd atingiu níveis não vistos desde setembro, muito perto dos máximos de 2017. O câmbio fechou o ano em alta acumulando uma valorização de cerca de 14%. O dólar foi penalizado esta semana pela tendência bullish que sucedeu à descida dos yields dos T-Bonds, pela ideia que outros bancos centrais poderão subir taxas em 2018 e pelo facto dos dados macroeconómicos não oferecerem suporte relevante.

Numa perspetiva técnica, o câmbio parece reforçar o afastamento da tendência negativa até ao momento. O Eur/Usd quebrou a resistência em torno de $1.1860-$1.1960 e, a seguir, a barreira psicológica dos $1.20, chegando a negociar em torno de $1.2025. Neste momento, o par tem espaço para testar níveis em torno de $1.2090 (máximos de 2017) no curto prazo. Suportes relevantes a ter em conta nesta fase: $1.1960 e $1.1880.



Preços do crude em máximos de dois anos e meio

O crude atingiu novos máximos desde meados de 2015, depois de sair de uma zona de lateralização que durou cerca de um deste mês. O petróleo norte-americano subiu acima dos 60$ no último dia de negociação do ano de 2017, suportado por uma inesperada descida na produção dos Estados Unidos e dos inventários de crude, os contínuos cortes de produção por parte da OPEP e da Rússia e ainda pelo aumento de importações por parte da China.

Numa perspetiva técnica, o crude quebrou em alta a resistência verificada no anterior triângulo de consolidação, iniciado em dezembro, ultrapassando a resistência em torno de $59 e consequentemente testando os $60. O crude entrou numa tendência ascendente de curto prazo, na qual poderá encontrar alguma fragilidade em testar/quebrar a zona de resistência em torno de $62, sendo a última uma zona historicamente robusta.



Ouro em alta apoiado por um dólar enfraquecido

O ouro deu seguimento ao movimento ascendente que tem registado ao longo das últimas duas semanas, tendo agora chegado aos $1300 e atingido máximos de meados de outubro. Grande parte dessa valorização (mais de 3% em apenas uma semana) prendeu-se pelo facto de o dólar ter caído bastante face às principais divisas mundiais nos últimos sete dias, servindo como ativo de refúgio para os investidores portadores da moeda norte-americana. Só este ano o ouro viu o seu preço aumentar 13.5%.

A nível técnico, o ouro encontra-se muito perto da resistência dos $1310, sendo que poderá ultrapassá-la em alta, mantendo-se o seu movimento ascendente e má performance do dólar americano. Caso este cenário se confirme, um novo teste nos $1355 será uma meta razoável no curto prazo para o metal precioso.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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