Análise Técnica IMF - Euro/Iene estabiliza após desvalorização

IMF - Euro/Iene estabiliza após desvalorização

Quebra de figura triangular poderá definir nova tendência. Eur/Usd e ouro continuam a recuperar em alta, crude sofre queda significativa.
IMF - Euro/Iene estabiliza após desvalorização
O Eur/Jpy negociou desde junho de 2015 numa tendência de baixa, claramente definida graficamente nos máximos e mínimos relativos cada vez mais baixos. O cenário de máximos relativos mais baixos ainda vigora, mas desde julho o par passou a registar mínimos relativos mais altos, formando agora uma figura triangular simétrica.
Este padrão poderá ser importante uma vez que através da sua quebra, o Eur/Jpy dará a primeira indicação no sentido de determinar se este tem sido apenas um período de consolidação do movimento principal de baixa (quebra em baixa), ou de reversão ao mesmo (quebra em alta). No primeiro caso, o cenário de retoma da tendência seria confirmado abaixo da zona dos 110 ienes, com o triângulo a oferecer projeções até próximo dos 105 ienes. Do lado superior, a quebra abriria espaço para o par progredir até à região dos 122 ienes.



Euro/Dólar prolonga recuperação
O Eur/Usd prolongou a recuperação em alta e já anulou grande parte da queda sofrida no início do mês. O dólar tem estado sob pressão, com o mercado a ajustar-se a uma subida de Donald Trump nas intenções de voto – as eleições nos EUA são um evento de risco.
O Eur/Usd formou um "fundo" nos $1.0850 e ressaltou em alta nesse nível de forma agressiva. O par já deixou algumas resistências para trás, debatendo-se agora com a zona dos $1.1100/30. Dada a impulsividade do movimento dos últimos dias, é plausível uma correção de "alívio", eventualmente até $1.1050 – apenas abaixo deste nível o par voltaria a dar um sinal de fragilidade. Acima dos $1.1130, o Eur/Usd regressa à banda de maior neutralidade nos últimos meses.



CRUDE volta a cair e ameaça tendência principal de alta
O crude desvaloriza há seis sessões consecutivas e negoceia já em mínimos de seis semanas. Sinais de uma maior tensão entre a Arábia Saudita e o Irão poderão resultar num falhanço no acordo para estabilizar a produção. A subida dos inventários nos EUA e a fraca procura penalizaram também os preços.
A quebra em baixa dos $49.00 precipitou também uma pressão vendedora mais acentuada, sendo que o crude aproxima-se agora de outra zona de suporte importante, em torno dos $42.80 (suporte anterior e referência de Fibonacci). Uma eventual quebra desta referência teria assim maior relevância, neutralizando o movimento principal de alta que vem sendo construído desde o 1º trimestre do ano.



OURO recupera e já testa zona de resistência
A cotação do ouro subiu pela terceira semana consecutiva. O "metal precioso" recebeu uma maior procura num contexto de maior aversão ao risco, causado pela incerteza em torno das eleições nos EUA.
Tecnicamente, parece estar confirmada a formação de uma "base" nos $1250, estando já a ser testada a importante zona de resistência dos $1300/10. Acima desta, surge também uma barreira na trendline descendente, traçada desde os máximos de julho, sendo que apenas quebrando estas referências o ouro neutraliza a toada de baixa no curto prazo. Sinais de fragilidade voltam a surgir abaixo de $1250, com $1200 como suporte seguinte.




As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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