Análise Técnica IMF – DAX acumula sinais de força

IMF – DAX acumula sinais de força

Índice alemão quebra mais uma resistência, após período de consolidação, e tem espaço para prolongar ganhos. Eur/Usd cai para mínimos de seis semanas, mas corrige em alta. Crude e ouro mantêm tendência de ganhos e perdas, respetivamente.
IMF – DAX acumula sinais de força
O DAX voltou a acelerar a subida e já deixou para trás a resistência dos 12650 pontos, negociando agora em máximos desde junho. O índice alemão continua a acumular sinais de força para o cenário de curto prazo e, depois de aliviar alguns indicadores técnicos demasiado "esticados", poderá aproveitar o novo impulso e avançar até à próxima referência, situada nos 12840 pontos. Em termos de sinais de "alerta", a formação de um "topo" apenas seria sinalizada abaixo dos 12500/12550 pontos, sendo que nesse cenário o DAX ficaria vulnerável a um recuo até à zona dos 12320 pontos.


Euro/Dólar quebra importante suporte, mas volta a ressaltar

O Eur/Usd caiu para mínimos de seis semanas. Por um lado, o euro foi penalizado pelos resultados das eleições na Alemanha, com o mercado a recear nova onda de instabilidade política na Europa. Por outro, o dólar beneficiou da apresentação do plano fiscal "pró-crescimento" de Donald Trump nos EUA, que poderá acelerar a subida de taxas de juro por parte da FED.

No cenário técnico, destaca-se a quebra em baixa do intervalo de lateralização entre $1.1830 e $1.2090, que prevalecia desde o final de agosto. Apesar deste sinal de fraqueza para o curto prazo, o Eur/Usd encontrou suporte na zona dos $1.1710 e ressaltou, o que sugere que poderá começar a desenvolver-se novo período de consolidação. Uma eventual quebra em alta dos $1.1830/50 voltaria a neutralizar a toada. Em baixa, os $1.1680 formam o suporte mais relevante, sendo que uma quebra seria também um sinal de reversão à tendência de alta no médio prazo.


CRUDE corrige após máximos desde abril

Apesar de ter corrigido em baixa nos últimos dias, o crude consumou a quarta semana consecutiva de ganhos, atingindo máximos desde abril. Os preços continuam a ser suportados pela expectativa de maior procura global, assim como pela tensão no Iraque que ameaça a oferta da região.

Tecnicamente, o crude ultrapassou a resistência dos $52, mas não foi capaz de consolidar a quebra, o que sinaliza alguma "exaustão" na subida das últimas semanas. Abre-se assim a possibilidade de formação de um "topo" nos $52.80, uma perspetiva que ganharia força em caso de quebra em baixa de $50.40, com suporte seguinte na região dos $49.20/40. A tendência no curto prazo assumiria um tom mais "neutral" abaixo destes níveis.


Ouro atinge mínimos de seis semanas

O ouro caiu pela terceira semana consecutiva, chegando a negociar em mínimos de seis semanas. A pressionar os preços esteve sobretudo a força do dólar, assim como a perspetiva reforçada de mais uma subida de taxas de juro nos EUA, este ano.

A nível técnico, confirmou-se o teste à zona de suporte dos $1280, por agora respeitados. Esta é uma referência importante por se tratar de um suporte anterior e marcar 50% da subida desde $1205 a $1355, sendo que a toada de baixa ainda se mantém pelo que uma eventual quebra continua a ser um cenário plausível, o que abriria espaço até $1260. Em termos de curto prazo, uma indicação mais positiva seria dada acima dos $1315.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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