Análise Técnica IMF – DAX cai para mínimos de seis semanas

IMF – DAX cai para mínimos de seis semanas

Índice alemão prolonga perdas e quebra suporte relevante. Eur/Usd sobe para máximos de um mês, crude consolida e ouro avança pela segunda semana consecutiva.
IMF – DAX cai para mínimos de seis semanas
O DAX acentuou as perdas recentes e fixou mínimos de seis semanas. Apesar de ter tentado uma correção em alta, no final da semana, o índice ofereceu indicações de fraqueza relevantes para o curto prazo, ao quebrar em baixa os suportes dos 12900 e dos 13100 pontos. Estes desenvolvimentos sinalizam a formação de um "topo" nos 13525 pontos, abrindo espaço a que o movimento se prolongue até à zona dos 12700 pontos (50% da subida desde 11870 a 13525). Numa perspetiva de longo prazo, um sinal de ameaça à tendência de alta surge abaixo dos 12500 pontos.


Euro/Dólar em máximos de um mês

O Eur/Usd avançou para máximos de um mês, acima de $1.18. O dólar vai sendo nesta altura pressionado pela incerteza em torno da reforma fiscal nos EUA. Por outro lado, o euro continua a ser suportado pelas perspetivas positivas para o crescimento económico da zona euro.

No cenário técnico, assinalam-se as quebras das resistências dos $1.1680 e dos $1.1730, assim como da trendline descendente de curto prazo. Deste modo, o Eur/Usd deu maior sustentabilidade à perspetiva de formação de um "fundo" nos $1.1560/80, neutralizando também a toada de baixa iniciada nos $1.2090. A subida foi para já travada antes da principal referência em alta ($1.1880), sendo que este comportamento sugere que poderá seguir-se um período de consolidação entre $1.1680 e $1.1880.


CRUDE em correção desde quarta-feira

O crude reverteu, na passada quarta-feira, a tendência negativa que se vinha a registar desde o início da semana. Justificando os movimentos desta semana estão a redução da estimativa de procura por parte da AIE (Agência Internacional de Energia) e o esforço de reequilíbrio por parte da OPEP, que demonstrou complacência, no que diz respeito à extensão relativa aos cortes.

Tecnicamente, apesar de ter demonstrado alguma fraqueza, a correção a partir de quarta-feira veio reforçar a tendência em alta do crude numa perspetiva de curto prazo, uma vez mais afastando o suporte dos $54. A possibilidade de vir a testar a barreira dos $62, em 2018, parece ser apoiada pelas medidas da OPEP. É de mencionar, contudo, um possível alargamento ascendente (padrão gráfico que pode ditar o fim, ou a proximidade do fim, de uma tendência – linhas vermelhas), capaz de levar o preço, a médio/longo prazo, a quebrar novamente os suportes de $54/$51.


Ouro tenta recuperação em alta

O ouro subiu ligeiramente, pela segunda semana consecutiva, suportado pelo sentimento de maior aversão ao risco nos mercados. A desvalorização do dólar beneficiou também o "metal precioso".

A nível técnico, o ouro efetua mais uma tentativa de recuperação em alta, a partir da zona dos $1260. Face aos mínimos relativos cada vez mais altos que tem formado nas últimas semanas, parece haver condições para uma aproximação à zona de resistência dos $1305/$1310. Numa perspetiva de médio prazo, a tendência principal de alta apenas ficaria ameaçada com uma eventual quebra em baixa da região dos $1260, principal referência enquanto suporte.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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