Análise Técnica IMF – DAX retoma tendência de alta

IMF – DAX retoma tendência de alta

Índice alemão quebra em alta intervalo que prevalecia desde agosto. Eur/Usd falha recuperação em alta, crude consolida ganhos recentes e ouro continua pressionado em baixa.
IMF – DAX retoma tendência de alta
O DAX negociou, desde agosto, num intervalo de lateralização compreendido pelos 10200 e 10800 pontos. Na última semana, esta banda foi claramente quebrada em alta, o que sugere que o índice alemão atravessou apenas um período de consolidação, tendo agora retomado a tendência de alta que vem desenvolvendo desde fevereiro. O DAX negoceia agora em máximos de um ano, apontando nesta altura aos 11430 pontos, com 11800 como resistência seguinte.
Em termos de curto prazo, a dimensão e velocidade da recente subida abrem espaço a uma correção/consolidação que, no entanto, apenas ganha maior relevância em caso de quebra em baixa dos 10800 pontos.


Euro/Dólar falha recuperação
Semana volátil para o Eur/Usd com a reunião do BCE. O euro acabou no entanto por ser penalizado, com a perspetiva de que os estímulos monetários se irão prolongar até 2018. Pelo contrário, a FED deverá subir taxas de juro esta semana, o que beneficia o dólar.
Tecnicamente, o Eur/Usd falhou a recuperação e perdeu força a hipótese de formação de um "fundo" na zona dos $1.0510/20. O Eur/Usd foi claramente rejeitado na região dos $1.0850, ressaltando em baixa, o que coloca os mínimos ($1.0510) novamente sob ameaça. A confirmar-se a quebra, o que é um cenário plausível, seria retomada a tendência principal de baixa, com referência seguinte nos $1.0460 (níveis de março de 2015).



CRUDE mantém pressão sobre resistência
Os preços do crude consolidaram nos últimos dias, após o impulso registado em reação ao acordo da OPEP (para uma redução da produção). Levantam-se ainda dúvidas sobre se este será suficiente para fazer face ao excesso de oferta global.
Em termos técnicos, o crude falhou a primeira investida aos $52.00, mas a correção em baixa não foi significativa. Antecipa-se assim novo teste à resistência, cuja eventual quebra interromperia o período de lateralização que vigorou nos últimos meses, retomando a tendência de alta desenvolvida a partir de fevereiro - o objetivo seguinte situa-se na região dos $53.50/$54.00. Caso falhe a quebra, prevalece a toada de consolidação entre $43.00 e $52.00.


OURO mantém cenário de baixa
O ouro aumentou para cinco o número de semanas consecutivas em terreno negativo. A perspetiva de taxas de juro mais elevadas nos EUA continua a pressionar, e os últimos dias foram também mais favoráveis aos ativos de maior risco, como as ações.
No cenário técnico não houve alterações significativas. Por agora o ouro ainda não deu sinais de ter atingido um "fundo", continuando a apontar para mais perdas, com a próxima referência a situar-se na região dos $1100. A quebra em baixa dos $1200 (anterior suporte, agora resistência) deu um sinal de fragilidade importante, sendo que apenas uma recuperação acima desses níveis seria capaz de conferir ao "metal precioso" um tom mais "neutral" no curto prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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