Análise Técnica IMF – DAX sem sinais de fraqueza

IMF – DAX sem sinais de fraqueza

Pressão ascendente mantém-se e índice alemão poderá continuar a renovar máximos históricos. Eur/Usd continua a consolidar. Crude e ouro voltam a perder terreno.
IMF – DAX sem sinais de fraqueza
O DAX tem negociado nas últimas semanas numa toada de consolidação. Nas últimas sessões estabeleceu novos máximos históricos, acima dos 12900 pontos, que constituem agora a referência enquanto resistência. Apesar de não ter dado seguimento ao movimento, os sinais de correção vão sendo muito tímidos e a pressão ascendente vai mantendo o índice próximo daquela referência, que poderá ser em breve ultrapassada. Assim, a tendência principal de alta segue intacta e a perspetiva de formação de um "topo" apenas ganharia força com uma eventual quebra em baixa dos 12400/12500 pontos. Esse é, contudo, um cenário que não parece iminente.



Euro/Dólar mantém toada de consolidação

Novos sinais desapontantes na economia dos EUA levaram o Eur/Usd a renovar máximos do ano. Contudo, o dólar recuperou após a reunião da FED, que decidiu subir taxas de juro e manter as indicações de que poderá avançar com nova subida na segunda metade do ano.

No cenário técnico, a rejeição em alta na zona de $1.1280 veio acrescentar indicações de que o Eur/Usd poderá estar a desenvolver um "topo". Contudo, a pressão descendente não foi para já suficiente para levar o par a abandonar o intervalo de consolidação de curto prazo $1.1080 - $1.1280. Apenas com uma eventual quebra em baixa seria confirmado o "topo" e seria dado um sinal de reversão à tendência de alta no médio prazo, que por agora continua válida.



CRUDE cai pela quarta semana consecutiva

O crude registou a mais longa série de semanas negativas desde 2015, com a Líbia a retomar a produção e as reservas de petróleo nos EUA a darem poucos sinais de redução. Os preços caíram pela quarta semana consecutiva e situam-se em mínimos de seis semanas.

A nível técnico, a toada de baixa no curto prazo segue intacta, sustentada em máximos e mínimos relativos cada vez mais baixos. Vai ganhando força a perspetiva de um teste à zona de suporte dos $43.00/$43.70, cuja eventual quebra poderá também agravar o cenário de médio prazo – referência seguinte nos $41.00. Um sinal de correção em alta mais relevante surge apenas com a quebra da região em torno dos $47.00.



OURO sofre correção em baixa

O ouro prolongou a correção em baixa e segue agora em mínimos de três semanas. O "metal precioso" foi pressionado pela valorização do dólar nas últimas sessões, assim como pela subida de taxas de juro nos EUA (aumenta o custo de oportunidade de deter um ativo sem rendimento).

Tecnicamente, ainda que a tendência ascendente no médio prazo não esteja colocada em causa (mantém-se o cenário de mínimos e máximos relativos cada vez mais baixos), há a possibilidade de o ouro ter formado um "duplo topo" na zona dos $1295 – este padrão apenas será confirmado abaixo de $1215. No curto prazo, a quebra em baixa dos $1260 pode abrir espaço a uma aproximação à trendline ascendente, que passa nesta altura em torno de $1225.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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OPA NO MILENIUM BCP 19.06.2017



A FOSUN IRÀ LANÇAR UMA OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO AO BCP AINDA ESTE MÊS AOS RESTANTES 70 % QUE AINDA LHE FALTAM AO VALOR DE 0.75 POR AÇÃO os chineses vão por PORTUGAL FORA DO LIXO de uma VEZ POR TODAS