Análise Técnica IMF – Dólar arrisca acelerar perdas

IMF – Dólar arrisca acelerar perdas

“Head and shoulders” em formação sugere possível reversão à tendência de alta. Euro/Dólar aproxima-se de importante resistência. Crude e ouro corrigem em alta.
IMF – Dólar arrisca acelerar perdas
O índice do dólar (USDX), que afere a sua valorização face a um cabaz de moedas, valorizou significativamente entre maio de 2016 e janeiro deste ano – aproximou-se dos $104.00, máximos desde 2002. Contudo, tem estado desde aí a consolidar e o cenário técnico sugere agora a formação de um "head and shoulders", um padrão de reversão à tendência de alta. Este seria confirmado com uma quebra em baixa da neckline, situada na zona de $99.00. A concretizar-se este cenário, o USDX poderá acelerar perdas.
No campo fundamental, o dólar vai sendo penalizado pelo facto de a FED não sinalizar uma aceleração no processo de subida de taxas de juro. No mesmo sentido, o mercado vai limitando as expectativas em torno dos planos fiscais expansionistas da Administração de Donald Trump.

Euro/Dólar aproxima-se de resistência a $1.08
O Eur/Usd avançou pela terceira semana consecutiva. Nos EUA, a FED confirmou uma subida de taxas de juro (amplamente esperada), mas não sinalizou uma aceleração do ritmo de novas subidas previstas para o resto do ano. Na Europa, o resultado das eleições e a derrota do Partido da Liberdade (anti-UE) ofereceu algum suporte ao euro.
Do ponto de vista técnico, o Eur/Usd quebrou em alta os $1.0710, dando sustentação à perspetiva de uma aproximação à zona de resistência entre os $1.0800 e $1.0850. Nesses níveis conflui também a trendline descendente, traçada desde os máximos de agosto, o que poderá limitar o espaço para maiores ganhos. Em todo o caso, o cenário de curto prazo está construtivo em alta, surgindo sinais de correção apenas abaixo de $1.0710 – suportes seguintes a $1.0640 e $1.0600.

CRUDE corrige após mínimos desde novembro
O crude renovou mínimos desde novembro ($47.09), mas recuperou ligeiramente nas últimas sessões. O ajustamento ao excesso de oferta de petróleo tem ficado aquém do esperado, mas o recuo do dólar ofereceu algum suporte à cotação da matéria-prima.
Tecnicamente, o crude confirmou a projeção de queda após a quebra em baixa da figura triangular, recuando até à zona de $47.20 – este nível corresponde também à correção de 61.8% à subida desde $42.20 a $55.20. O crude mantém-se igualmente acima da trendline ascendente traçada desde os mínimos de abril de 2016. Neste cenário, a tendência de alta no médio prazo não está para já colocada em causa. Numa perspetiva de curto prazo, há condições para uma consolidação, mas a toada de baixa apenas seria negada acima das resistências dos $50.00 e $51.00.

OURO regressa aos ganhos
O ouro regressou aos ganhos na última semana, beneficiando da fragilidade do dólar, mas também do facto de a FED ter sinalizado um ritmo de subidas de taxas de juro menos agressivo do que se esperava – taxas mais elevadas aumentam o custo de oportunidade de ter um ativo sem rendimento como o ouro.
No panorama técnico, confirmou-se uma correção em alta a partir da zona dos $1190 (50% da subida entre $1120 e $1260). A próxima barreira situa-se nos $1240, uma resistência anterior e retração de Fibonacci à descida desde $1260 a $1190. Em caso de quebra em alta, o ouro sinaliza que essa queda terá sido apenas uma correção ao movimento principal de alta iniciado nos $1120, podendo fazer nova aproximação aos $1250/$1260. Pelo contrário, caso respeite aquela resistência, forma um novo máximo relativo inferior e sugere que a recuperação poderá ter terminado – os $1190 poderão ser novamente visitados.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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