Análise Técnica IMF – Dólar já caiu 10% desde janeiro

IMF – Dólar já caiu 10% desde janeiro

Índice do dólar continua a desvalorizar e ainda procura “fundo”. Eur/Usd em máximos desde janeiro de 2015. Sentimento positivo mantém-se no crude e no ouro.
IMF – Dólar já caiu 10% desde janeiro
O índice do dólar registou uma forte valorização no último trimestre de 2016, atingindo nos primeiros dias deste ano um máximo desde 2002, nos $103.80. Contudo, desde aí já acumula perdas de 10%, tendo desenvolvido uma tendência descendente que, apesar da dimensão, continua sem dar sinais de estar "esgotada".

O índice aproxima-se de mais uma referência importante enquanto suporte ($93), o que poderá abrir perspetivas de formação de um "fundo". No entanto, ao longo dos últimos meses foram várias as tentativas nesse sentido, invariavelmente fracassadas. Neste cenário, uma perspetiva de correção em alta apenas seria agora devidamente sustentada em caso de quebra em alta da zona dos $95.10/50. Do lado inferior, a quebra dos $93 abriria espaço até $91.90, o último suporte a sustentar o intervalo de lateralização que vigora desde o início de 2015 ($91.90 - $103.80).



Euro/Dólar em máximos de 30 meses
O Eur/Usd prolongou a subida e avançou para máximos desde janeiro de 2015 ($1.1776). A reunião da FED deu a entender que os seus membros começam a colocar em causa o caráter transitório da desaceleração da inflação nos EUA, o que poderá adiar a próxima subida de taxas de juro.

Tecnicamente, apesar da subida quase ininterrupta das últimas semanas, o par não deu ainda sinais de correção relevantes. Os suportes mais próximos situam-se nos $1.1600/10 e na trendline ascendente, traçada desde os mínimos de junho, com uma eventual quebra a sugerir um regresso à zona de $1.15. Para já, a tendência ascendente continua em vigor, com a resistência a ter em conta fixada agora nos $1.1770/80. Acima destes níveis, não há novas referências até à região de $1.20.



CRUDE com maior valorização semanal este ano
O crude valorizou em todas as sessões da última semana, avançando para máximos de oito semanas. A suportar os preços voltou a estar uma redução das reservas de petróleo nos EUA, bem como a notícia de que a Arábia Saudita irá reduzir as suas exportações no próximo mês.

No cenário técnico, merece destaque a quebra em alta dos $47, que dão maior sustentação à tentativa de recuperação em alta iniciada nos $42. A dimensão e velocidade deste movimento podem abrir espaço a uma consolidação/correção, mas a toada de alta no curto prazo apenas ficaria comprometida abaixo dos $45.00/40. Do lado superior, a primeira resistência a ter em conta situa-se na trendline descendente, traçada desde os máximos de fevereiro. Uma eventual quebra seria mais um sinal de força e abriria espaço até aos $52.



OURO prolonga ganhos
O ouro registou a terceira subida semanal consecutiva, negociando agora em máximos de seis semanas. O "metal precioso" continua a beneficiar das expectativas de uma subida de taxas de juro mais gradual nos EUA, diminuindo o custo de oportunidade de deter um ativo sem rendimento.

Do ponto de vista técnico, o ouro abandonou o intervalo dos $1240-$1260, que tem sido uma "zona pivot" nos últimos meses (ora suporte, ora resistência). A importância da resistência dos $1260 era reforçada por ser também uma retração de Fibonacci (correção de 61.8% à descida de $1295 a $1205), pelo que com a sua quebra o ouro reforça o viés de alta no curto prazo e permite perspetivar nova aproximação aos $1295. Em termos de médio prazo, continua a prevalecer a banda de lateralização entre $1205 e $1295.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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Guedes 31.07.2017

Boa nova para o Trump

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