Análise Técnica IMF – Dólar/Iene sugere retoma da tendência de alta

IMF – Dólar/Iene sugere retoma da tendência de alta

Possível “duplo fundo” poderá abrir espaço a um teste aos máximos de ciclo. Eur/Usd corrige em baixa com aproximação a $1.08. Crude regressa aos ganhos e ouro recua.
IMF – Dólar/Iene sugere retoma da tendência de alta
Entre novembro e dezembro, o Usd/Jpy avançou cerca de 15% e anulou praticamente a totalidade das perdas sofridas ao longo de 2016. O início do novo ano ditou uma correção em baixa, que dá agora sinais de estar "esgotada".
O par caiu até aos 112.50 ienes, mas poderá ter formado nessa zona um "duplo fundo". Este seria confirmado acima dos 115.60 ienes, cujo teste estará iminente, sendo que este padrão de reversão permitiria projetar uma aproximação aos 118.60 ienes (máximos de ciclo atingidos em dezembro). A perspetiva de uma recuperação ganhou também sustentação após a quebra em alta do canal descendente que esteve em vigor nas últimas semanas. Este cenário ficaria anulado abaixo dos 112.50 ienes, com 111.40 como suporte seguinte.


Euro/Dólar corrige com aproximação à resistência
O Eur/Usd avançou para máximos de seis semanas mas corrigiu nos últimos dias. O dólar acompanhou a subida dos yields das obrigações norte-americanas, com o mercado focado nas iniciativas de Donald Trump nos seus primeiros dias na presidência, vistas como pró-crescimento.
O recuo do Eur/Usd justifica-se também por questões técnicas. Apesar de a recuperação em alta de curto prazo continuar válida, a aproximação à zona dos $1.0800/$1.0850 poderá estar já a retirar alguma força ao movimento, face à sua importância enquanto resistência. A quebra em baixa dos $1.0700 ofereceu já um primeiro sinal de "alerta", podendo seguir-se uma aproximação à zona de suporte entre os $1.0580 e $1.0620. Em termos de médio prazo, a tendência principal de baixa apenas seria neutralizada acima de $1.0850.

CRUDE aponta aos máximos de ciclo
O crude regressou aos ganhos, sendo suportado pelos sinais de que estará a ser cumprido o acordo de redução da produção, por parte da OPEP e de outros países fora do cartel. Por outro lado, o aumento da produção nos EUA vai limitando a subida dos preços.
No cenário técnico de curtíssimo prazo, continua a ser plausível perspetivar uma reaproximação à resistência dos $55.00, máximos de ciclo atingidos nos primeiros dias do ano. Esta expectativa assenta no quadro de mínimos relativos cada vez mais altos que o crude tem formado, e que apenas ficaria anulado abaixo da zona dos $51.00 (suporte a ter em conta) – uma eventual quebra abre espaço até à região entre $49 e $50. Do lado superior, acima dos $55.00 o crude teria espaço para progredir até $56.50 (níveis de 2015).

OURO – "duplo topo" sugere recuo no curto prazo
O ouro recuou nas últimas quatro sessões e registou a primeira queda semanal este ano. Os preços foram penalizados pela menor aversão ao risco nos mercados e pela recuperação do dólar.
Tecnicamente, o ouro quebrou em baixa a zona de suporte dos $1200 (agora resistência), sinalizando a formação de um "duplo topo" nos $1220. Este padrão confere agora um viés de baixa ao metal precioso, em termos de curto prazo, que no imediato poderá levá-lo a testar os $1170 (projeção do "duplo topo" e 50% da subida entre $1120 e $1220). Caso não ressalte neste nível, ganha sustentação a perspetiva de que a recuperação de dezembro-janeiro foi apenas uma correção à tendência principal de baixa no médio prazo, que por agora prevalece.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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