Análise Técnica IMF – Dólar/Iene testa importante resistência

IMF – Dólar/Iene testa importante resistência

Usd/Jpy ameaça quebrar em alta intervalo de lateralização. Eur/Usd mantêm-se pressionado, crude prolonga subida e ouro consolida.
IMF – Dólar/Iene testa importante resistência
O Dólar/Iene tem estado a lateralizar desde o início do ano, num intervalo compreendido pelos 108.10 e 115.50 ienes. Nas últimas semanas, o par tem oferecido sinais de força que sugerem que o limite superior poderá ser testado em breve, sendo a sua quebra um cenário plausível.

Desde setembro, o par tem vindo a desenvolver uma tendência ascendente, suportada nos mínimos relativos cada vez mais altos. No final de outubro encetou uma correção em baixa, mas o suporte dos 113.00 ienes foi respeitado e o par ressaltou, o que reforça a pressão em alta. Do mesmo modo, a média móvel dos 50 dias cruzou em alta as dos 100 e 200 dias, o que constitui também um sinal técnico de força importante. A resistência dos 114.50 ienes está já a ser testada e a sua quebra poderá estar iminente, o que permitiria ao par progredir até aos 115.50 ienes. Este cenário positivo ficaria comprometido abaixo dos 113.00 ienes.



Euro/Dólar ainda segue pressionado em baixa

O Eur/Usd negociou numa toada de consolidação ao longo da semana, mas terminou-a pressionado em baixa, com o dólar a beneficiar de dados económicos positivos nos EUA. Nos eventos mais mediáticos da semana, a FED manteve a sua política monetária inalterada, enquanto a proposta de reforma fiscal nos EUA saiu igualmente em linha com as expectativas.

Tecnicamente, o Eur/Usd tentou uma correção em alta, rapidamente travada na resistência dos $1.1680 (anterior suporte). Deste modo, mantém-se intacta a tendência de baixa no curto prazo, assim como a perspetiva de uma aproximação à zona de $1.15 – este cenário ganhou força após a formação de um "head and shoulders", um padrão de reversão ao movimento de alta no médio prazo.



CRUDE atinge máximos desde janeiro

O crude avançou pela quarta semana consecutiva e renovou máximos desde janeiro de 2017. A suportar a subida dos preços esteve a maior procura com origem na China, assim como a expectativa de extensão dos cortes de produção por parte da OPEP.

O crude confirmou o teste à zona de resistência dos $55. Os sinais de fraqueza ainda são muito ténues e a pressão ascendente sugere uma quebra em alta destes níveis – referência seguinte entre os $56.50 e os $57. Contudo, dada a dimensão e velocidade da recente subida, a resistência dos $55 poderá ser aproveitada para uma consolidação nos próximos dias. Uma indicação de correção em baixa surge apenas com uma eventual quebra dos $53.75, que abriria espaço até $52.80.



Ouro em consolidação

A ausência de novidades no âmbito geopolítico e a acalmia do dólar contribuíram para uma toada de consolidação nos preços do ouro, na última semana. As perspetivas para a atuação da FED mantiveram-se também praticamente inalteradas.

O ouro respeitou a zona de suporte em torno dos $1250/60, não comprometendo para já a tendência de alta em termos de médio prazo – uma eventual quebra deixaria os preços vulneráveis a um recuo até à região dos $1200. Numa perspetiva de curto prazo, a toada de baixa apenas seria negada acima dos $1305/1310, mas o cenário de correção em alta ganhou força depois de o ouro ter encontrado suporte na trendline ascendente, traçada desde os mínimos de agosto.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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