Análise Técnica IMF – Dólar/Real testa suporte importante

IMF – Dólar/Real testa suporte importante

Real brasileiro em máximos de 19 meses, testa suporte a 3.10 reais. Euro/dólar debate-se com resistência a $1.0850. Petróleo tenta atacar os $55 e ouro com espaço para mais ganhos.
IMF – Dólar/Real testa suporte importante
O real tem estado a valorizar face ao dólar há cerca de um ano, tendo no início de 2016 atingido valores bem acima de 4 reais por dólar. A zona de suporte de 3.10 reais, onde se encontra a cotação atualmente, já foi testada por duas vezes no passado – em agosto e outubro. No final de 2016 o Usd/Brl recuperou, mas não conseguiu ultrapassar os $3.50, que são agora a resistência.
Neste momento, a pressão para a quebra do suporte parece poder realmente levar a melhor. Caso se verifique, o real pode acelerar ganhos nas próximas semanas. No campo fundamental, as notícias nem parecem ser muito animadoras: a economia continua em dificuldades e a incerteza política parece ser crescente à medida que aumenta a incerteza para as eleições de 2018. O facto de a taxa de juro ser alta e o Banco Central estar a cortar juros faz com que os títulos de taxa fixa em reais sejam muito atrativos.

Euro/Dólar ainda tenta quebrar resistência a $1.0850
O Eur/Usd avançou para máximos de oito semanas, mas ainda não conseguiu ultrapassar a resistência a $1.0850. O mercado está a tentar compreender como Trump poderá gerir o paradoxo de por um lado pretender um dólar mais fraco para promover a competitividade da produção estado-unidense e, por outro, planear uma política de protecionismo e promoção infraestruturas, potencialmente inflacionistas e que poderiam levar a uma subida do dólar.
Deve notar-se que, em termos de médio prazo, a tendência principal de baixa apenas seria neutralizada acima de $1.0850, sendo essencial observar o comportamento do câmbio na próxima semana.

CRUDE consolida e tenta quebrar resistência
O crude continua a transacionar próximo da resistência de $55 por barril. Há uma evidência de redução da produção da OPEP, mas que está a ser compensada por aumentos nos EUA e outros produtores. No cenário técnico de curtíssimo prazo, continua a ser plausível perspetivar uma reaproximação à resistência dos $55.00, máximos de ciclo atingidos nos primeiros dias do ano. Esta expectativa assenta no quadro de mínimos relativos cada vez mais altos que o crude tem formado – uma consolidação triangular - e que apenas ficaria anulado abaixo da zona dos $51.00 e abaixo da linha de tendência. Do lado superior, acima dos $55.00 o crude teria espaço para progredir rapidamente até $56.50 (níveis de 2015).



OURO – Contexto internacional beneficia preços
Após a correção observada há uma semana atrás, o ouro voltou a arrancar e atingiu níveis que não se registavam desde meados de novembro. O contexto atual favorece o ouro, devido às incertezas em torno da presidência de Trump, a par de um discurso cauteloso por parte da FED na sua última reunião e da queda recente do dólar.
Tecnicamente, ao quebrar em alta os $1220 o cenário de "duplo topo" foi negado e há espaço para ganhos adicionais pelo menos até $1250/onça e, eventualmente, até à linha de tendência descendente.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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