Análise Técnica IMF – Dow Jones consolida após forte subida

IMF – Dow Jones consolida após forte subida

Ligeira correção não coloca para já em causa tendência principal de alta. Eur/Usd recupera e afasta-se dos mínimos de 13 anos, crude mantém toada de alta e ouro interrompe série de perdas.
IMF – Dow Jones consolida após forte subida
Desde o início de novembro, altura das eleições norte-americanas, o Dow Jones registou uma valorização de quase 12%. O índice renovou consecutivamente máximos históricos e tem estado nas últimas semanas a testar a simbólica marca dos 20000 pontos, nunca antes atingida. Nos últimos dias, afastou-se desses níveis ao recuar ligeiramente.
Tecnicamente, a evolução nas últimas três semanas é marcada por uma toada de consolidação. O suporte a ter em conta nesta altura situa-se nos 19750 pontos, já que a sua eventual quebra, embora não comprometa a tendência principal de alta, confere ao Dow Jones um tom de correção em baixa no curto prazo, podendo prolongar perdas até à zona entre os 19060 e os 19220 pontos. Se o índice cair abaixo desses níveis, o cenário principal teria de ser reequacionado, mas encontrando suporte numa das duas zonas acima referidas, há condições para novo teste aos 20000 pontos, cuja quebra significaria a retoma da tendência de alta.



• Euro/Dólar afasta-se dos mínimos de 13 anos
O Eur/Usd recuperou em alta na última semana do ano, sendo que a subida não é explicada por nenhum fator fundamental em particular. Reajustamentos de carteiras e fechos de posições de final de ano, juntamente com a menor liquidez, terão estado na origem do movimento.
Do ponto de vista técnico, o Eur/Usd mantém a estrutura de máximos e mínimos relativos cada vez mais baixos. Nesse sentido, por agora prevalece a tendência dominante de baixa, que seria retomada abaixo de $1.0350. No curtíssimo prazo, assiste-se contudo a uma tentativa de formação de uma "base" nessa zona, sendo que a perspetiva de uma recuperação ganharia sustentação acima dos $1.0680.



• CRUDE aproxima-se de máximos de 2015
O crude avançou pela segunda semana consecutiva e aproximou-se dos máximos desde julho de 2015. O acordo entre a OPEP e outros países fora do cartel, para um corte na produção, despoletaram uma subida nos preços neste final de ano, que termina com a maior valorização desde 2009 (aproximadamente 45%).
No cenário técnico mantém-se intacta a tendência de alta no curto e médio prazo. O crude testou mais uma vez a resistência em torno dos $54.50, cuja eventual quebra acentuaria a pressão compradora, abrindo espaço até $56.50 (níveis de 2015). Caso não ultrapasse os $54.50, há condições para um período de consolidação, mas a tendência ascendente apenas ficaria ameaçada abaixo da região entre $49 e $50.

• OURO recupera pela primeira vez em oito semanas
O ouro interrompeu uma série de sete semanas consecutivas em terreno negativo. O recuo do dólar e fechos de posições de final de ano facilitaram esta recuperação ligeira, sendo que o "metal precioso" regista o seu primeiro ganho anual (cerca de 9%) nos últimos quatro anos.
O ouro encontrou suporte em torno dos $1120, ressaltando a partir dessa zona. Ainda nenhuma resistência relevante foi quebrada, pelo que por agora este movimento assume-se apenas como uma correção de curto prazo - uma toada de maior neutralidade seria atingida apenas acima dos $1200. Do lado inferior, a pressão de baixa agrava-se com uma eventual quebra dos $1110/20.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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Anónimo 02.01.2017

COFINA:PENALIZADA POR AUTORIZAÇÃO AUMENTO CAPITAL ATÉ 51,3 M€ QUE EXPIROU:
AssembleiaGeral autorizou Conselho Administração aumentar capital até 51,3 M€,que expirou 31/12/2016,sem ser exercida,pág 18em http://www.cofina.pt/~/media/Files/C/Cofina/press/releases/2016press/cofina-rel-contas-dez-15.pdf