Análise Técnica IMF – Eur/Cad atingiu máximos de um mês

IMF – Eur/Cad atingiu máximos de um mês

Dólar Canadiano recua devido a possível saída dos EUA da NAFTA; Euro/Dólar continua a renovar máximos; Crude corrige em baixa de novos máximos; Ouro renova máximos de setembro.
IMF – Eur/Cad atingiu máximos de um mês
Dólar Canadiano recua devido a possível saída dos EUA da NAFTA

O Eur/Cad registou uma valorização a rondar os 2.50% em apenas uma semana, tendo atingido máximos de um mês na passada quarta-feira nos C$1.5299. Nesse mesmo dia, o Banco Central do Canadá anunciou o aumento das taxas de juro em 25 pontos base, tendo o dólar canadiano valorizado cerca de 0.50% face ao euro, nessa sessão. Contudo, essa descida não foi duradoura, uma vez que a divisa do Canadá tem sido alvo de uma grande pressão por parte dos investidores, no seguimento da incerteza à volta da possível saída dos EUA da NAFTA (organização de que é parte integrante). O par acabou por corrigir em alta ligeira da referida queda.

Tecnicamente, o Eur/Cad quebrou a resistência dos C$1.5120 em alta, tendo posteriormente testado a barreira dos C$1.5300. O par acabou por recuar ligeiramente após falhar o teste na referida barreira, sendo expectável que o câmbio a ultrapasse, tendo em conta a linha de tendência ascendente de médio prazo.

Eur/Usd continua a renovar máximos

O Eur/Usd mantém o otimismo revisto desde novembro e atingiu novos máximos de três anos. Na última semana, verificou-se um aumento do excedente da balança comercial e da balança corrente (c/ ajuste sazonal). A inflação na Zona Euro foi divulgada conforme o esperado, fixando-se nos 1.4% y/y, mas a inflação core y/y contrariou as expectativas e em vez de descer acabou por se manter nos níveis anteriores (1.1%).

Tecnicamente, o par quebrou o limite superior do canal ascendente (anteriormente verificado) e acabou por encontrar algum suporte nessa linha. No médio prazo, os sinais permanecem positivos com o par a manter a toada de alta. Contudo, no gráfico diário, o recente rally elevou o par para uma zona overbought, com RSI de 14 períodos a negociar na zona dos 70 e após os bulls falharem o teste aos níveis superiores a $1.2300, sendo expectável uma ligeira correção de curto prazo.

Crude corrige em baixa de novos máximos

Os preços dos futuros do crude corrigem em baixa, após renovarem novos máximos, chegando a desvalorizar em torno de $4/barril (em torno de 3%). Na última semana, o relatório do Instituto de Petróleo Americano (API) foi adiado um dia e os dados da Administração de Informação de Energia (EIA) também, devido ao feriado de Martin Luther King no início da semana. Os stocks de crude dos EUA têm estado em queda pela décima semana consecutiva e a EIA afirmou que é expectável a produção subir 111 mil barris/dia para 6.55 milhões, em fevereiro.

Tecnicamente, o crude apresentou alguma fragilidade ao testar níveis em torno de $64. A matéria-prima poderá estar prestes a corrigir ligeiramente do rally verificado desde o início de dezembro. No gráfico diário, o RSI de 14 períodos flutua em torno de 70 (desde o início do ano) e no MACD há uma ligeira convergência da média móvel exponencial de 26 dias com a de 12 dias. Caso se confirme o cruzamento, poderá espoletar um sinal de venda.

Ouro renova máximos de setembro

A cotação do ouro seguiu uma vez mais em alta, após a tendência positiva registada nos últimos 30 dias. O "metal precioso" já valorizou mais de 8% desde que atingiu mínimos relativos nos $1236, em dezembro. O facto de o dólar ter enfraquecido bastante nas últimas semanas face às principais divisas mundiais e a incerteza à volta da possibilidade de uma paralisação dos serviços governamentais nos EUA, levaram os investidores a aumentar a procura por este ativo.

A nível técnico, a commodity testou a resistência de longo prazo dos $1344, tendo recuado ligeiramente após falhar o teste no referido valor. Caso o ouro se mantenha a par da linha de tendência crescente de curto prazo e em rota ascendente, poderemos vir a observar novo teste na barreira acima mencionada.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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