Análise Técnica IMF – Eur/Cad cai mais de 3% em apenas um mês.

IMF – Eur/Cad cai mais de 3% em apenas um mês.

Dólar canadiano avança sobre o Euro após dados do emprego surpreendentes; Euro/Dólar em torno de máximos de três anos; Preços do crude corrigem em baixa após atingir máximos de 2015; Ouro em alta apoiado por um dólar enfraquecido.
IMF – Eur/Cad cai mais de 3% em apenas um mês.
Dólar canadiano avança sobre o Euro após dados do emprego surpreendentes.

O Eur/Cad atingiu mínimos de meados de novembro na passada sexta-feira, após terem sido divulgados dados relativos ao emprego no Canadá no mês de dezembro. Para tal, em muito contribuiu o aumento do emprego em 78.600 novos postos de trabalho, face aos apenas 1.000 previstos por vários analistas. A taxa de desemprego caiu para mínimos de 41 anos, fixando-se em 5.7%. Deste modo, aumentaram as expectativas sobre a possibilidade do Banco Central do Canadá subir as taxas de juro no final do presente mês.

A nível técnico, o par quebrou em baixa o suporte dos C$1.4950 após ter registado uma queda superior a 3% no espaço de um mês, sendo provável que venha a entrar em contacto com a linha de tendência ascendente de curto prazo. Existe a hipótese de, após este contacto, o câmbio ressaltar em alta e poder vir a testar a resistência dos C$1.5300 a seguir.

Euro/Dólar em torno de máximos de três anos.

O Eur/Usd continua a negociar em torno de níveis muito próximos de máximos de três anos. O câmbio demonstrou força ao longo das últimas semanas. Na sexta-feira foram divulgados os dados do emprego nos EUA e, apesar de os nonfarm payrolls terem saído aquém do esperado (148 mil vs 190 mil), o Eur/Usd não conseguiu quebrar os $1.2090.

Numa perspética técnica, o par negoceia numa zona de lateralização de muitíssimo curto prazo entre $1,1960 e $1.2090. A curto-prazo o câmbio tem vindo a transacionar dentro do canal ascendente observados desde inícios de novembro, estando perto da parte superior do mesmo.

Preço do crude negoceia em torno de máximos de 2015.

O crude corrige em baixa após atingir níveis muito próximos de máximos de 2015. A subida da produção de petróleo dos Estados Unidos prejudicou o rally de 10% proveniente de mínimos de dezembro, o qual terá sido impulsionado pela diminuição da oferta e pela tensão política no Irão. De uma maneira geral, os preços do crude têm vindo a ser suportados pelos cortes na produção iniciados em janeiro de 2017, por parte da OPEP e da Rússia, pelo forte crescimento económico global e por um clima geral de otimismo.

Tecnicamente, o crude segue acima da linha de tendência de médio-prazo. A matéria-prima negoceia em torno de uma resistência histórica de alto relevo. A quebra desta barreira em alta poderá abrir terreno para uma subida do preço do crude, sem níveis de resistência notáveis num futuro próximo.

Ouro atingiu máximos de meados de setembro

O outro começou a subir após a queda que registou desde finais de novembro e que culminou num mínimo relativo em meados de dezembro nos $1236. O "metal precioso" já valorizou mais de 7% no espaço de menos de um mês. Espera-se que, em 2018, a procura por ouro aumente face ao ano anterior, suportada pelo aumento das compras líquidas por parte dos ETF’s e dos bancos centrais.

A nível técnico, o ouro quebrou em alta a resistência dos $1310, sendo que o mais provável é que deu seguimento à rota ascendente que tem vindo a efetuar. Deste modo, aproxima-se cada vez mais da resistência dos $1355, valor esse que ainda não foi testado, mas que poderá sê-lo em breve.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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