Análise Técnica IMF – Eur/Cad em máximos desde junho

IMF – Eur/Cad em máximos desde junho

Euro/Dólar Canadiano acentua subida e ameaça resistência que prevalece há quase dois anos. Eur/Usd avança para máximos de dois meses e crude regista os níveis mais altos desde 2015. Ouro sobe ligeiramente.
IMF – Eur/Cad em máximos desde junho
O comportamento do Eur/Cad desde fevereiro de 2016 tem sido marcado por uma toada de lateralização, num intervalo compreendido pelos C$1.38 e pelos C$1.5250. Esta banda encontra-se agora ameaçada, depois de o par ter reforçado esta semana o cenário técnico positivo de curto prazo.

Em meados de setembro, o Eur/Cad começou a desenvolver uma tendência de alta a partir dos C$1.45, já negociando nesta altura em máximos desde junho. Todas as barreiras "intermédias" antes dos C$1.5250 foram já ultrapassadas, havendo condições para que esta referência seja testada em breve. Em caso de quebra, o Eur/Cad assume também uma toada de alta no médio prazo.

Euro/Dólar em máximos desde setembro

O Eur/Usd avançou para máximos de dois meses, acima de $1.19. O euro foi suportado pelos indicadores económicos positivos na zona euro, enquanto o dólar reagiu em baixa à publicação das minutas da última reunião da FED, que colocam em causa a perspetiva de três subidas de taxas de juro em 2018.

Em termos técnicos, a quebra da resistência dos $1.1860/80 constitui um sinal de força importante. O Eur/Usd volta a assumir uma toada de alta no curto prazo, não enfrentando novas barreiras até à região de $1.20. Este cenário positivo apenas ficaria colocado em causa abaixo de $1.1680/$1.1710.

CRUDE em máximos de mais de dois anos

O crude avançou pela sexta semana nas últimas sete, negociando já em máximos desde junho de 2015. A suportar os preços têm estado as expectativas de que na reunião da OPEP, da próxima semana, seja acordado uma extensão dos cortes de produção até ao final de 2018.

Do ponto de vista técnico, o crude já tinha dado um sinal de força com o ressalto no suporte dos $54.80, reforçando a tendência de alta no curto e no médio prazo com a quebra da resistência dos $57.90. Novas referências técnicas em alta situam-se apenas na zona dos $61.50 (níveis de 2015), ainda que a dimensão e velocidade da subida dos últimos dias abra espaço a um período de consolidação. Um sinal de fragilidade mais relevante só surge, contudo, abaixo dos $54.80.

Ouro prossegue recuperação ligeira

Com a publicação das minutas da FED nesta quarta-feira, o dólar foi pressionado, ajudando a suportar uma ligeira subida do ouro. A perspetiva de menos subidas de taxas de juro nos EUA, em 2018, beneficiou também o "metal precioso".

A nível técnico, o ouro vai testando a zona de resistência em torno dos $1295, cuja quebra poderá reforçar a tentativa de recuperação iniciada nos $1260. Os sinais continuam a ser positivos e uma aproximação à referência dos $1305 mantém-se um cenário plausível. No entanto, caso falhe a quebra e forme nestes níveis um máximo relativo mais baixo, o ouro sugere a retoma do movimento de baixa iniciado nos $1350 e a zona de suporte dos $1260 estaria sujeita a novo teste.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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