Análise Técnica IMF – Eur/Gbp falha arranque em alta

IMF – Eur/Gbp falha arranque em alta

Euro/Libra quebra importante resistência, mas não dá seguimento ao movimento, oferecendo importante sinal de fraqueza. Euro/Dólar renova máximos de mais de um ano. Crude e ouro recuperam terreno.
IMF – Eur/Gbp falha arranque em alta
O Eur/Gbp tem vindo desde maio a desenvolver uma tendência de alta e, esta semana, ascendeu a máximos desde novembro de 2016, acima das £0.89. A quebra da importante resistência técnicas das £0.8870, seria à partida um sinal de força relevante não só para o curto, mas também para o médio prazo. Contudo, o par não deu seguimento ao movimento quando tinha condições para o fazer, e este comportamento sugere que a pressão ascendente poderá ter-se "esgotado". Por agora, e numa perspetiva de curto prazo, o Eur/Gbp está de regresso ao intervalo de consolidação entre £0.8750 e £0.8870, sendo que uma eventual quebra em baixa dessa banda daria mais um importante sinal de fraqueza, passando o par a assumir um viés de baixa nesse horizonte temporal.



Euro/Dólar renova máximos de mais de um ano

O Eur/Usd voltou a subir na última semana e a renovar máximos desde maio de 2016. A economia dos EUA continua a dar alguns sinais desapontantes e os comentários da Presidente da FED sugerem uma subida mais gradual de taxas de juro.

Tecnicamente, o cenário mantém-se construtivo em alta quer no curto, quer no médio prazo, sustentado em mínimos e máximos relativos cada vez mais altos. Os $1.1490 formam agora a primeira resistência, acima da qual surgem como referência os $1.16. Do lado inferior, um sinal de fragilidade mais relevante ocorre apenas com uma eventual quebra em baixa da zona de $1.1280/$1.1300, com barreira "intermédia" nos $1.1380.



CRUDE recupera, mas mantém-se pressionado em baixa

O crude continua a intercalar ganhos e perdas, tendo negociado em alta nos últimos dias. Sinais de um aumento da procura, problemas de produção na Nigéria e uma queda dos stocks nos EUA, deram suporte aos preços.

Do ponto de vista técnico não houve alterações significativas na última semana. Apesar de ter ressaltado em alta no suporte dos $43.70, o crude não negou para já a toada de baixa no curto prazo. Esta apenas seria neutralizada acima dos $47.00, cujo teste poderá estar iminente, com uma eventual quebra a abrir espaço até à trendline descendente que tem atuado como resistência desde fevereiro – marcando também a tendência de baixa no médio prazo. Do lado inferior, os $42 serão o nível a visitar em caso de quebra dos $43.70.



OURO corrige após mínimos desde março

O ouro avançou pela primeira vez nas últimas três semanas, corrigindo desde mínimos de quase quatro meses. O metal precioso beneficiou da fraqueza do dólar, assim como das perspetivas de uma subida mais lenta da inflação e das taxas de juro nos EUA (se forem mais elevadas, aumentam o custo de oportunidade de um ativo sem rendimento como o ouro).

O ouro ressaltou em alta próximo da referência técnica e psicológica dos $1200, podendo a recuperação estender-se até aos $1240. Aí encontrará a primeira resistência (suporte anterior e 38.2% de correção à descida de $1295 a $1205). Uma eventual quebra neutraliza o viés de baixa no curto prazo, abrindo espaço a uma consolidação entre $1240 e $1260. Em termos de médio prazo, o ouro assume agora uma toada de lateralização, com intervalo a ter em conta entre $1200 e $1295.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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