Análise Técnica IMF – Eur/Jpy aponta a máximos desde 2015

IMF – Eur/Jpy aponta a máximos desde 2015

Após respeitar zona de suporte, Euro/Iene ressalta e está pronto a testar máximos de dois anos. Eur/Usd mantém toada de consolidação, crude sofre ligeira correção em baixa e ouro regressa às perdas.
IMF – Eur/Jpy aponta a máximos desde 2015
O Eur/Jpy segue desde meados de setembro numa toada de lateralização, respeitando o intervalo compreendido pelos 131.70 e 134.30 ienes. Na última semana, o seu limite inferior voltou a ser testado, mas foi respeitado. Este nível vai mantendo válido o cenário construtivo em alta, que continua sustentado em mínimos relativos cada vez mais altos.

O par reagiu em alta e já deixou para trás a barreira "intermédia" dos 133.50 ienes, antevendo-se agora um teste aos 134.30 ienes. Uma eventual quebra (cenário plausível) significaria a retoma do movimento principal de alta, e abriria espaço para o Eur/Jpy progredir até à zona dos 137.00 ienes (referência de 2015).



Euro/Dólar em consolidação

O Eur/Usd manteve-se em torno dos mesmos níveis na última semana. A situação na Catalunha continua a não provocar um impacto significativo no euro, enquanto o comportamento do dólar tem sido marcado pelas expectativas quanto ao próximo líder da FED, sobre o qual há ainda alguma incerteza.

Tecnicamente, o Eur/Usd voltou a ser rejeitado na zona de resistência dos $1.1860/80. Este comportamento abre espaço a que se prolongue o período de consolidação em termos de curto prazo, prevalecendo enquanto entre $1.1680 e $1.1880. Em todo o caso, uma aproximação ao limite inferior parece nesta altura um cenário plausível, sendo que uma eventual quebra em baixa daria lugar à formação de um "head and shoulders", um padrão técnico de reversão à tendência de alta no médio prazo.


CRUDE corrige após máximos de três semanas

As tensões no Médio Oriente e o seu impacto na oferta de petróleo ofereceram suporte ao crude, que no entanto recuou nos últimos dias, nomeadamente devido à tomada de mais-valias após os ganhos recentes.

Do ponto de vista técnico, o crude assume agora uma toada de consolidação em termos de curto prazo. A pressão ascendente foi insuficiente para provocar um teste à resistência dos $52.80, havendo agora a possibilidade de estar a ser formado um "duplo topo" em torno desses níveis – este seria confirmado abaixo dos $49.20. Num prazo mais alargado, a tendência principal de alta apenas ficaria colocada em causa também abaixo dessa referência.



Ouro regressa às perdas

O ouro regressou às perdas e anulou quase a totalidade da subida da semana anterior. A perspetiva de uma subida de taxas de juro da FED este ano voltou a ganhar força, diminuindo a procura por um ativo sem rendimento como o ouro.

No cenário técnico, o ouro formou um novo máximo relativo inferior, abaixo dos $1310. Deste modo, reforçou a ideia de que o ressalto desde os $1260 foi apenas uma correção à tendência de baixa no curto prazo, que assim continua em curso. Há condições para nova aproximação à região dos $1250/60, sendo que apenas uma eventual quebra em baixa oferece um sinal de reversão ao movimento principal de alta no médio prazo.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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