Análise Técnica IMF – Euro/Iene pode acelerar ganhos

IMF – Euro/Iene pode acelerar ganhos

Quebra em alta da linha de tendência de médio prazo sugere continuação da subida. Euro/Dólar tenta nova recuperação em alta. Crude e ouro sofrem queda.
IMF – Euro/Iene pode acelerar ganhos
Entre junho de 2015 e junho de 2016, o Eur/Jpy sofreu uma desvalorização superior a 20%. Nessa altura foram atingidos mínimos desde 2012, nos 109.50 ienes, mas foi iniciada aí uma recuperação, travada apenas nos 124.00 ienes. Seguiu-se uma correção em baixa até aos 118.50 ienes, mas nas últimas semanas o par ressaltou e os sinais técnicos sugerem que a recuperação poderá não ficar por aqui.
O Eur/Jpy quebrou nas últimas sessões a trendline descendente, traçada desde os máximos de junho de 2015, o que constitui uma indicação de reversão ao movimento. No imediato, o par tem condições para progredir novamente até aos 124.00 ienes, cuja eventual quebra abriria espaço até 126.50 e 128.00 ienes. Este cenário construtivo em alta apenas ficaria anulado com uma eventual quebra da zona onde convergem os 118.00 ienes e a média móvel de 200 dias.

Euro/Dólar tenta formação de um "fundo" nos $1.05
O Eur/Usd regressou a terreno positivo na última semana, impulsionado sobretudo pelos comentários de Mario Draghi. O Presidente do BCE considerou não haver já o mesmo sentido de urgência quanto à necessidade de tomar novas medidas para combater o risco de deflação na zona euro. Nos EUA, mantém-se a perspetiva de que a FED subirá taxas de juro esta semana.
Tecnicamente, o facto de o Eur/Usd ter falhado a quebra em baixa dos $1.0500 (suporte a ter em conta) continua a ser relevante. As perspetivas de formação de um "fundo" nessa zona ganharam sustentação com a subida dos últimos dias, embora a inversão da tendência principal de baixa apenas seja confirmada acima de $1.0800/50. Até lá, o par tem pela frente ainda uma zona de resistência relevante nos $1.0680/$1.0710.

CRUDE cai para mínimos do ano
O crude caiu significativamente nas últimas sessões, e pela primeira vez desde dezembro negoceia abaixo dos $50/barril. Os inventários nos EUA subiram bastante mais do que o esperado, levantando receios de que o excedente de oferta global se mantenha.
O crude quebrou em baixa o triângulo ascendente, bem como a zona de suporte dos $50.00/$51.00. O movimento de alta no médio prazo não está para já colocado em causa, mas este comportamento dá força à hipótese de formação de um "topo" nos $55.00. A queda foi por agora travada nos $48.70, correspondentes a 50% da subida entre $42.20 e $55.20. É plausível que o crude consolide entre estes níveis ($48.70 - $51.00), sendo que apenas com uma quebra em alta dos $51.00 voltaria a neutralizar a toada de curto prazo.

OURO agrava perdas
O ouro ainda não foi capaz de travar as perdas e recuou para mínimos de cinco semanas. O metal precioso continua a ser sobretudo penalizado pela perspetiva de subida de taxas de juro por parte da FED, na quarta-feira.
Tecnicamente os sinais negativos também se acumulam. O ouro quebrou em baixa a zona dos $1210, que abrangia os 38.2% de correção, bem como as médias móveis de 50 e 100 dias. O próximo objetivo situa-se nos $1193 (50% de correção), mas dada a dimensão e velocidade da queda, o ouro poderá aproveitar esta zona de suporte para uma consolidação. Em todo o caso, a toada de baixa apenas seria neutralizada acima de $1220. Suporte seguinte na zona de $1180.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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