Análise Técnica IMF – Euro/Iene pode estar a formar um “topo”

IMF – Euro/Iene pode estar a formar um “topo”

Comportamento das últimas semanas sugere quebra do intervalo de consolidação em baixa. Eur/Usd tenta correção em alta, crude avança para máximos desde 2015 e ouro interrompe perdas.
IMF – Euro/Iene pode estar a formar um “topo”
Em abril, o Eur/Jpy começou a desenvolver uma tendência de alta, que desde aí tem vindo a ser suportada em mínimos relativos cada vez mais altos. Em meados de setembro, o par entrou num período de consolidação entre a zona dos 131.40/70 ienes e a dos 134.30/50 ienes, mas os sinais oferecidos nas últimas semanas sugerem que este movimento poderá representar a formação de um "topo" à tendência de alta.
O Eur/Jpy tem vindo a fixar mínimos relativos de curto prazo cada vez mais baixos, tendo registado também na semana passada um lower high. Apesar de a zona de suporte dos 131.40/70 ienes estar para já a ser respeitada, a pressão descendente parece crescente, sendo que uma quebra em baixa é uma hipótese que tem vindo a ganhar força. Nesse cenário, o par estaria vulnerável a uma aproximação à zona dos 129.20 ienes, ainda que o movimento principal de alta no médio prazo apenas fique colocado em causa abaixo dos 127.50 ienes.



Euro/Dólar tenta correção em alta
O Eur/Usd renovou mínimos desde julho, mas corrigiu em alta. O dólar foi penalizado pela perspetiva de que o Senado norte-americano irá apresentar uma nova proposta de reforma fiscal, que deverá implicar o adiamento do corte de impostos sobre as empresas para 2019.
Tecnicamente, o Eur/Usd vai tentando uma correção em alta, mas o cenário de formação de um "fundo" apenas ganharia maior sustentação acima da resistência dos $1.1680 (anterior suporte) e da trendline descendente. Para já, continua em curso a tendência principal de baixa no curto prazo. Na parte inferior, o par tem um suporte "intermédio" em torno dos $1.1550/80 (já testados), com uma eventual quebra a fazer regressar a perspetiva de uma aproximação à zona de $1.15.



CRUDE em máximos desde 2015
O crude subiu pela quinta semana consecutiva, negociando agora em máximos desde julho de 2015. A suportar os preços tem estado a tensão no Médio-Oriente, mantendo-se também as expectativas de que o acordo para os cortes de produção da OPEP seja prolongado.
Tecnicamente, para além de não ter dado sinais de fraqueza, o crude registou mais um impulso e deixou claramente para trás a zona de resistência dos $55. A dimensão e velocidade da subida torna cada vez mais plausível uma correção, de modo a aliviar alguns indicadores técnicos demasiado "esticados", mas a formação de um "topo" apenas seria sinalizada abaixo dos $53.75/$55. Na parte superior, a principal referência situa-se na zona dos $62 (máximos de 2015).


Ouro corrige em alta
As dúvidas quanto à implementação da reforma fiscal nos EUA, que penalizaram o dólar e as ações norte-americanas, permitiram ao ouro registar a primeira subida semanal no último mês.
Confirmando os sinais positivos que tinha dado na semana anterior, onde encontrou suporte na trendline ascendente, o ouro tem estado a corrigir em alta e não comprometeu para já a tendência de alta em termos de médio prazo - uma eventual quebra deixaria os preços vulneráveis a um recuo até à região dos $1200. Em todo o caso, numa perspetiva de curto prazo, a toada principal de baixa apenas será negada acima dos $1305/1310.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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