IMF – Euro/Iene reforça perspetiva de recuperação

Euro/Iene quebra importantes resistências e coloca em causa tendência principal de baixa. Eur/Usd renova mínimos do ano mas tenta correção. Crude continua neutral e ouro agrava sinais de fragilidade .
IMF – Euro/Iene reforça perspetiva de recuperação
Nas últimas semanas, o Eur/Jpy tem vindo a acumular sinais positivos, que apontam para uma reversão à tendência de baixa de médio prazo. O par começou por quebrar em alta a figura triangular que formou desde julho (um padrão de consolidação), oferecendo nessa altura projeções de uma recuperação até 122.00 ienes. A aproximação a essa referência torna-se agora mais provável, depois de o Eur/Jpy ter deixado para trás as resistências dos 116.30 e 118.40 ienes, assim como a linha de tendência descendente que prevalecia desde agosto de 2015.
A perspetiva de uma recuperação no câmbio também ganha força se for tido em conta que, no mesmo sentido, o Usd/Jpy tem quebrado em alta resistências importantes, neutralizando a tendência de baixa que também se fez sentir desde o início do ano.



Euro/Dólar tenta correção de curto prazo
O Eur/Usd acentuou a queda e estabeleceu mínimos desde março de 2015, próximo de $1.0500. Apenas no final da semana o dólar deu os primeiros sinais de "exaustão", na tendência de valorização quase ininterrupta que prevaleceu nas últimas semanas.
Numa perspetiva técnica, a tendência principal de baixa segue intacta, mas surgiram as primeiras indicações de correção no curto prazo. O Eur/Usd ressaltou no suporte dos $1.0520, seguindo-se a quebra em alta de uma trendline descendente de curtíssimo prazo. O par negociou também acima da média móvel de 50 dias pela primeira vez desde o dia das eleições nos EUA. Esta perspetiva de correção em alta no curto prazo poderá ganhar força acima de $1.0650, com $1.0710/20 como resistência seguinte. Um sinal de fragilidade surge abaixo de $1.0570/80.


CRUDE – toada de neutralidade prevalece
O crude voltou a ganhar terreno na última semana, mas os ganhos foram atenuados nas últimas sessões. As indicações para a reunião da OPEP no dia 30 não têm sido claras (sobre se haverá ou não acordo para uma estabilização da produção), fazendo oscilar as expectativas do mercado para o encontro.
Tecnicamente o cenário é também de neutralidade nos vários horizontes temporais. No curto prazo, prevalece a banda entre $43.00 e $49.00, no interior do qual o crude tem negociado maioritariamente desde maio. Numa perspetiva de médio prazo, também continua em vigor o período de consolidação, visível graficamente no intervalo $39.00 - $51.60. Apenas quebrando um destes limites o crude dará sinais de formação de uma nova tendência.


OURO em mínimos de nove meses
O ouro prolongou as perdas e caiu pela terceira semana consecutiva, para mínimos desde fevereiro. Os principais fatores de pressão continuam a ser a valorização do dólar e a expectativa de taxas de juro mais elevadas nos EUA.
No cenário técnico, o "metal precioso" deu também um sinal negativo importante. A quebra do suporte dos $1200 (agora resistência), confere um viés de baixa ao ouro em termos de médio prazo, ficando agora numa situação de vulnerabilidade até $1110. No curto prazo a tendência descendente também é clara, com um tom de maior neutralidade a ser obtido apenas acima da zona de resistência entre os $1200 e $1250.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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