Análise Técnica IMF – Euro/Libra dá sinal de fragilidade

IMF – Euro/Libra dá sinal de fragilidade

Eur/Gbp arrisca teste a zona de suporte importante para o cenário de médio prazo. Eur/Usd sofre queda, crude acelera ganhos e ouro volta a recuar.
IMF – Euro/Libra dá sinal de fragilidade
Na última semana, o Eur/Gbp deu um sinal de fraqueza relevante para o curto prazo, que poderá vir a ter também implicações no cenário de médio prazo. O par negociou momentaneamente acima da resistência das £0.90, mas não foi capaz de consolidar a quebra e recuou, tendo já deixado para trás o suporte em torno das £0.8880. O Eur/Gbp forma assim um "duplo topo" de curto prazo e fica agora vulnerável a uma nova aproximação à região das £0.8750. Esta é uma referência importante para o médio prazo, cuja eventual quebra confere um tom mais "neutral" à tendência de médio prazo.


Euro/Dólar cai para mínimos desde abril

O Eur/Usd sofreu uma queda nos últimos dias e negoceia agora em mínimos desde julho, em torno de $1.16. O BCE reduziu e prolongou o programa de compra de ativos, conforme esperado, mas transmitiu alguma cautela quanto à sua atuação futura. Já o dólar foi suportado pelas expectativas em torno da reforma fiscal nos EUA, assim como à escolha do próximo líder da FED.

Tecnicamente, o Eur/Usd materializou alguns sinais de fraqueza que vinha oferecendo nas últimas semanas. O par já vinha sendo limitado em alta por uma trendline descendente, tendo agora quebrado em baixa os $1.1680. Este evento técnico confirma a formação de um "head and shoulders", um padrão de reversão à tendência principal de alta. O Eur/Usd poderá agora fazer uma aproximação à região dos $1.15.


CRUDE em máximos desde abril

O crude acelerou a subida e já negoceia em máximos desde abril. Os preços foram suportados pelos sinais de equilíbrio entre a oferta e a procura global, a possível extensão dos cortes de produção e a tensão no Iraque.

A nível técnico, o crude deu um sinal de força com a quebra dos $52.80, mas enfrenta já uma nova resistência na zona dos $53.75, antes da referência mais relevante dos $55. Dada a ausência de sinais de fraqueza, esses níveis poderão vir a ser testados. Na parte inferior, o suporte mais próximo situa-se em torno dos $50.50, abaixo dos quais o crude sinalizaria a formação de um "topo".


Ouro continua pressionado

Os preços do ouro voltaram a recuar, pressionados pela subida do dólar e dos yields das obrigações norte-americanas. A perspetiva de subidas de taxas de juro nos EUA continua a penalizar um ativo sem rendimento como o ouro.

Tecnicamente, o ouro reforçou a ideia de que o ressalto desde os $1260 foi apenas uma correção à tendência de baixa no curto prazo, aproximando-se agora da zona de suporte em torno dos $1250/60 - uma eventual quebra (cenário plausível) deixaria o par vulnerável até à região dos $1200. Caso segure a sua posição acima destes níveis, o ouro mantém válida a toada de alta no médio prazo, com a primeira referência em alta a situar-se nos $1310, antes dos $1355.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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